Relatório do Banco Mundial aponta mercados de trabalho favoráveis aos mais pobres como principal motor da reduío da desigualdade no Brasil

 

Nos últimos 15 anos, mercados de trabalho favoráveis aos mais pobres foram o principal motor da reduío da pobreza e da desigualdade no Brasil. Essa é uma das principais conclusões do Relatório “Sustentando Melhorias no Emprego e nos Salários no Brasil: uma Agenda de Competências e Empregos”, divulgado nesta quinta feira (15), em Brasília, pelo Banco Mundial.

O documento, que faz uma análise detalhada do mercado de trabalho brasileiro e discute os seus atuais desafios, aponta ainda que, desde o ano 2000, o emprego, a participaío no mercado de trabalho e os salários aumentaram expressivamente no país. O Secretário Especial do Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), José Lopez Feijóo, participou do lançamento do Relatório e enfatizou que os dados apresentados confirmam o resultado positivo das políticas públicas implementadas nos últimos anos no Brasil.

“As conclusões do Relatório são boas também porque nos possibilitam fazer análises e debates para buscar caminhos e soluções que não sejam excludentes; que não sejam boas apenas para um dos lados daqueles que compõem o mercado de trabalho, empregados, empregadores ou o próprio governo”, complementa Feijóo.

Produtividade – Outra conclusão do Relatório é de que, no Brasil, o aumento da produtividade do trabalho é necessário para sustentar futuros aumentos salariais. Neste sentido, a economista sênior do Banco Mundial e uma das autoras do documento, Joana Silva, afirma ser determinante que as políticas de geraío de emprego sejam “pró-pobres”.

â€œí‰ muito importante para um aumento inclusivo da produtividade do trabalho conectar os pobres com mais e melhores empregos. Isso passa por uma aío de mediaío do acesso a bons empregos, a estágios como porta de entrada para o mercado de trabalho, e ao empreendedorismo, que é uma alternativa para muita gente”, explica Joana.

Fonte: MTE