
Ricardo Patah, presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT) iniciou uma ampla jornada de divulgaío da campanha “Piso Salarial Nacional: 1500 reais Já!â€. O líder ugetista está visitando os estados brasileiros para conversar com os sindicatos da base e mostrar quais são as perspectivas da central diante deste atual cenário político que o Brasil vive, assim como divulgar as ações que a entidade está promovendo para que o País retome o caminho do crescimento.
O sindicalista já esteve em Rio Branco, no Acre, onde participou do Fórum de Engenharia e Desenvolvimento Sustentável, promovido pelo Sindicato dos Engenheiros do Acre, com apoio da Federaío Nacional dos Engenheiros e da UGT-AC. Conversou com o Governador Tião Viana e com o prefeito Marcos Alexandre (da capital, Rio Branco), e participou de um encontro com estudantes e professores na Universidade Federal do Acre.
O presidente nacional da UGT também esteve no Recife, Pernambuco, na Federaío dos Empregados no Comércio de Bens e de Serviços do Norte e do Nordeste (FECONESTE), para o lançamento regional da “Campanha Pelo Piso Salarial Nacional Já!â€. Antes, porém, participou de uma encontro  no Sindicato dos Comerciários de Recife com mais de 80 sindicalistas dos sindicatos filiados a UGT-PE. Em todos esses encontrou o líder sindical manifestou sua preocupaío com  como atual cenário político e econômico do País.
Nesta quarta-feira (22), seu destino foi o Tocantins, onde participou de um encontro com o governador do Estado, Marcelo Miranda, e o coordenador da Funai Araguaia Tocantins, Eduardo Batalha Macêdo. A reunião, que contou com a presença do secretário nacional para Assuntos dos Povos Indígenas da UGT, Idawala Rosa Karajá, e outros dirigentes da entidade no Estado foi para apresentar um projeto de desenvolvimento sustentável voltado para a populaío indígena das tribos Karajá e Javaé, da Ilha do Bananal.
Em seguida, o presidente ugetista se encontrou com líderes sindicais do estado e falou sobre a situaío política que o Brasil está vivendo. Expressou extrema preocupaío com o enfraquecimento da bancada trabalhista no Congresso Nacional e ressaltou que a forma mais selvagem e aniquiladora do capitalismo não para nunca e, diariamente, seus fieis escudeiros buscam, a todo custo, saciar sua fome voraz por dinheiro e poder tentando tirar direitos sociais ou trabalhistas adquiridos pela populaío depois de muitos anos de luta. “Quando você pensa que venceu uma batalha, vem outra. Este é um ciclo permanente que só terá fim no dia que os parlamentares, que se dizem representantes do povo, resolverem realmente legislar em favor da sociedade e não em causa própriaâ€.
Patah apresentou dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que identificou 55 projetos tramitando na Câmara dos Deputados e no Senado Federal que, se aprovados, modificam as leis trabalhistas, os direitos das crianças e dos adolescentes e os avanços nos direitos das mulheres. “O que está em jogo é a velha luta entre a elite conservadora e a classe trabalhadora. Contudo, dessa vez estão atacando mais firmemente as garantias sociais que viraram lei com a promulgaío da Constituiío de 88â€.
“O Projeto de Lei (PL) 4330/04, que atualmente tramita no Senado como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/15 e tem como finalidade acabar, literalmente, com toda e qualquer forma de relaío trabalhista é uma afronta a tudo o que foi conquistado pela sociedade e que está assegurado pela Consolidaío das Leis do Trabalho (CLT). Como central, entendemos que o trabalho terceirizado precisa ser regulamentado e não estendido a todos os setores trabalhistas da forma que está sendo proposta por esse projetoâ€, diz Patah.
Segundo o presidente ugetista, outra sugestão danosa para a populaío e que esta sendo discutida é a reforma previdenciária, que tem como objetivo prejudicar as camadas mais pobres da sociedade e, principalmente, as mulheres. “Implantar a idade mínima para aposentadoria é prejudicial para toda a sociedade, mas em especial para a parcela mais pobre, pois são esses indivíduos que entram mais cedo no mercado de trabalho e cogitar igualar o tempo de contribuiío entre homens e mulheres é aumentar a atual diferença de gêneros, já que elas ainda sofrem com assédios sexual e moral, exercem duplas ou triplas jornadas de trabalho e ainda recebem um salário menor do que seus colegas de trabalhoâ€.
Desta forma, Ricardo ressaltou que é fundamental que nessas próximas eleições, cada vez mais pessoas comprometidas com a classe trabalhadora estejam participando do pleito eleitoral para fortalecer os anseios ugetistas pela construío de uma sociedade mais justa e igualitária. “A UGT luta pela classe trabalhadora seja no âmbito laboral ou sociais, buscando ampliaío de direitos e melhoria salarial, mas também buscando a melhoria da qualidade de vida da populaío por meio de avanços nos sistemas de saúde, educaío, transporte público, inclusão social, lazer, moradia entre outrosâ€.
Ricardo Patah estará nos próximos dias 06 e 07 de julho em Curitiba, Paraná, para mais uma etapa da divulgaío nacional desta campanha que tem como objetivo melhorar a distribuiío de renda e aumentar o poder aquisitivo da populaío, o que promove aquecimento do mercado interno e gera empregos no país.
Fonte: UGT