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Líder da oposiío na comissão de Orçamento aponta “pegadinhas” na LDO

O deputado Rogério Marinho (RN), líder da oposiío na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, alertou nesta terça-feira (29) para o que classificou de “pegadinhas” enviadas pelo governo Lula na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011. A discussão e a votaío do relatório da LDO estão previstas para amanhã (30). No entanto, o tucano acredita que o parecer apresentado pelo senador Tião Viana (PT-AC) deve ser aprimorado. Marinho defendeu cerca de 30 alterações propostas pela oposiío.

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“O parecer ainda possui algumas pegadinhas que constavam do projeto original do Executivo. Elas precisam ser desmontadas e esperamos que haja sensibilidade por parte do relator”, afirmou Marinho. Segundo ele, se não houver modificaío de diversos pontos, haverá prejuízo aos cofres públicos e í  economia do país. Entre as ressalvas levantadas pelo tucano, estão:

→ Atuaío do Tribunal de Contas da União e da Corregedoria Geral da União como órgãos fiscalizadores: segundo o texto, os dois órgãos só podem fiscalizar as estatais e as empresas de economia mista. “O relatório restringe essa fiscalizaío í s entidades e órgãos do governo que estão regidos pela Lei das Licitações, que não é o caso da Petrobras, do sistema Eletrobrás e até das obras das Olimpíadas e da Copa do Mundo. Pedimos ao relator para revisar seu posicionamento”, explica Marinho.

→ Fim das contrapartidas para os municípios com menos de 20 mil habitantes receberem obras e recursos federais: a emenda apresentada pelo deputado Renato Amary (SP) que fazia essa determinaío foi rejeitada pelo relator. “Queremos que esse posicionamento seja modificado, pois essa é uma maneira de permitir um melhor tratamento a entes da federaío que têm menos capacidade de realizar investimentos”, defendeu o tucano.

→ Despesas: pela proposta atual, caso o Orçamento de 2011 não seja aprovado, fica permitida a liberaío de investimentos para o Programa de Aceleraío do Crescimento (PAC) e para estatais sem licitaío. “Isso é um excesso de liberalidade, pois só neste ano há quase R$ 70 bilhões de restos a pagar. Portanto, é fraco o argumento do governo de que haverá uma paralisaío em obras estruturantes se o orçamento não for votado. Essa permissão para despesas deve se restringir a custeio e despesas obrigatórias”, reprovou Marinho.

→ Prazo para análise de relatório produzido pelo TCU sobre obras com indícios de irregularidades: a funío do Congresso de interromper o repasse de recursos para essas obras foi mantida – ela havia sido eliminada na proposta enviada pelo Executivo. No entanto, não há determinaío de um prazo para a Comissão Mista de Orçamento analisar os documentos do tribunal, assim como as ações que o gestor tem que apresentar. Rogério Marinho defende a delimitaío de cinco dias.

→ Priorizaío dos recursos da educaío para universalizaío do ensino fundamental e básico e para melhorar a qualidade do setor: com o fim da Desvinculaío das Receitas da União (DRU) sobre o orçamento da educaío, aprovada em 2009, essas prioridades ficaram determinadas na Constituiío. Uma emenda feita í  LDO garantia o cumprimento dessa regra, mas o dispositivo foi vetado. “Queremos que essa questão seja reavaliada”, defendeu. (Reportagem: Djan Moreno/ Foto: Eduardo Lacerda – Portal Diário Tucano).

Renda dos pobres tem “crescimento chinês”, diz Dilma no Programa Roda Viva da TV Cultura do Estado de São Paulo

Dilma

A candidata do PT, Dilma Rousseff, afirmou, durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, concedida na última segunda-feira (28), que a populaío mais pobre tem sentido os efeitos inéditos de um “crescimento chinês” e forte nos níveis de renda.

Segundo ela, os motivos são os programas sociais do governo e, principalmente, a renda obtida com emprego de carteira assinada.

Os entrevistadores perguntaram sobre temas como impostos, segurança pública, gastos públicos e eleições presidenciais. Com transmissão ao vivo pela internet, várias pessoas mandaram perguntas para conhecer mais as posições de Dilma sobre educaío e saúde.

O programa Roda Viva foi ao ar na segunda-feira (28), í s 22h pela TV Cultura e í  meia-noite na TV Brasil.

Perguntada se o Brasil vive um processo de desindustrializaío, Dilma disse que está ocorrendo o contrário: aumentam as cadeias produtivas e existe a volta de alguns setores industriais que tinham perdido força no passado, como a construío de navios.

“Eu não acho que país esteja passando por isso [desindustrializaío]. Até acho que nós temos aumentado e introduzido seguimentos novos na economia brasileira. Vou dar como exemplo a indústria naval. Voltamos a fazer política industrial, tanto que voltou a ter estaleiros no Brasil”, disse.

Lula
Dilma disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exercerá um papel importante de aconselhamento em um provável governo chefiado por ela. Segundo a candidata do PT, durante os últimos sete anos e meio, ela construiu uma relaío de muita confiança com Lula e que não abrirá mão disso no futuro.

“Uma coisa muito forte é a relaío que construí com o Lula na minha vida. Foi uma relaío em que participei diuturnamente com o presidente nesse processo desde 2005, quando teve toda aquela crise”, disse.

“Não comecei no governo com 76% de aprovaío. Vou querer muito que o presidente me aconselhe, não temo nenhuma interferência. Eu vou querer que o presidente me ajude a aprovar reformas importantes. Mas, tenho clareza que ele participará como ex-presidente”.

Saúde
Segundo Dilma, o grande desafio da saúde é fortalecer o Sistema íšnico de Saúde (SUS).

“Existe o programa de Saúde da Família, que reforçamos muito, os postos de saúde e os hospitais. Sou a favor das UPAs [Unidade de Pronto Atendimento] iniciadas há três anos pelo governo, que atendem urgência e emergência”, afirmou, ressaltando a importância das clínicas especializadas para atender casos que não sejam de alta complexidade, em que o atendimento é no hospital.

Dilma lembrou que a perda da arrecadaío com a Contribuiío Provisória sobre Movimentaío Financeira (CPMF) causou grandes prejuízos ao financiamento da saúde e que esse debate terá que ser travado no futuro. Contudo, descartou a volta da CPMF e disse que não fará campanha para isso.

“Acho que a gente não volta atrás na história. Mas ninguém vai me dizer que a saúde perde R$ 40 bilhões e fica por isso mesmo. Acabou, está acabado [a CPMF]. Mas vamos ter que abrir o debate sobre financiamento da saúde no Brasil”.

Impostos
Dilma defendeu uma Reforma Tributária que reduza a zero o peso dos impostos nos investimentos das empresas e diminua a carga sobre a folha de pagamento de salários.

Contudo, ela disse que pode se fazer um grande avanço no sistema tributário com medidas pontuais.

Educaío
A petista disse que o país precisa garantir educaío de qualidade para todos. Para isso, de acordo com ela, é fundamental levar ensino técnico profissionalizante para todos os municípios com mais de 50 mil habitantes e elevar a qualificaío dos professores.

Ela salientou ainda que a leitura dever voltar a ser obrigatória nas salas de aula. “Fazer aquilo que se fazia no país um ler para o outro em voz alta. Com isso, a gente aprendia e interpretava o texto também. Isso e matemática são fundamentais para nossas crianças”.

“Precisamos dar educaío de qualidade e para isso precisamos colocar o professor no centro da questão. Para isso é necessário um salário mínimo. Demos um primeiro passo com isso com o piso do magistério, mas precisa melhorar. Um segundo passo é formaío continuada dos professores. í‰ inaceitável que professores do Ensino Básico e Médio não tenham formaío superior”, acrescentou

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Participaío Social do Governo Lula
Conselhos e Conferências Nacionais

A constituiío brasileira de 1988 consagrou o princípio da participaío social como forma de afirmaío da democracia e, desde então, houve uma proliferaío de formas instâncias de participaío em todos os âmbitos da federaío no país, cumprindo o papel de verdadeiras arenas públicas, lugares de encontro entre a sociedade e o estado.

A construío de espaços capazes de incorporar as pautas e os interesses desses setores ao longo do processo de produío das políticas públicas ajuda a superar e fazer com que desenvolvimento econômico e desenvolvimento social caminhem juntos.

A criaío dos Conselhos, em todos os níveis da Federaío, e a realizaío de Conferências Nacionais sobre os mais diferentes assuntos de interesse da sociedade tem sido uma das formas mais abrangentes e consolidadas do diálogo que o governo vem mantendo com a sociedade civil ao longo dos últimos anos. Entre 2003 e 2010 foram criados dezenove Conselhos e outros dezesseis foram reformulados com o objetivo de aumentar ainda mais essa interaío.

De 1941 a 2010 foram realizadas 113 conferências nacionais, das quais 72 ocorreram entre 2003 e 2010 abrangendo 40 áreas setoriais em níveis local, municipal, regional, estadual e nacional, mobilizando cerca de cinco milhões de pessoas no debate de propostas para as políticas públicas.

Visite nossa página e veja as informações sobre os Conselhos e Conferências Nacionais disponíveis:

http://www.secretariageral.gov.br/noticias/Publi/conferencias_e_conselhos_nacionais/view

Atenciosamente,

Gerson Luiz de Almeida e Silva
Secretário Nacional de Articulaío Social da
Secretaria-Geral da Presidência Republica

Informações:

conselhosnacionais@planalto.gov.br
articulaíosocial@planalto.gov.br

Nova ediío da Revista Trabalho está disponível na Internet
Sétima ediío traz matérias com informações e serviços sobre o mundo do trabalho

trabalho

A sétima ediío da Revista Trabalho já pode ser lida na Internet. Leia a versão digital ou a versão em PDF da revista. Em suas 58 páginas a revista traz matérias e artigos com muitas informações e serviços sobre o mundo do trabalho.

A publicaío mostra em matéria de capa o que está acontecendo em Rondônia a partir da construío das usinas hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau. Equipe de reportagem da revista esteve no estado e registrou a mudança que os investimentos públicos estão provocando no cotidiano das pessoas, dando-lhes uma nova perspectiva de vida.

A revista também homenageia os trabalhadores que ajudaram a construir Brasília, contando a história de pessoas como a enfermeira mineira Cacilda Bertoni, em Brasília desde 1958, onde realizou centenas de partos “de acampamento em acampamento”.

A sétima ediío da Revista Trabalho também mostra a importância do Seguro Desemprego pago aos pescadores artesanais, impossibilitados de trabalhar durante o período de proibiío da pesca para reproduío dos peixes, conhecido como Defeso. A reportagem foi a uma vila de pescadores em Guaraqueçaba (PR), onde conversou com o pescador Marcelino de Borba Neto. Fonte: MTE

José Augusto da Silva Filho