Associações Comerciais pressionam parlamentares contra 40 horas
Em 30/03, a Confederaío das Associações Comerciais do Brasil – CACB retornou í Câmara, para pressionar o Congresso Nacional pelo adiamento da votaío da PEC 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40h, sem reduío de salário. A CACB, assim como fizeram entidades patronais da indústria, entregou cartas, relatando o impacto da reduío de jornada na economia nacional, aos presidentes das comissões de Defesa do Consumidor, Cláudio Cajado (DEM/BA); Finanças e Tributaío, Pepe Vargas (PT/RS); Desenvolvimento Econômico, Dr. Ubiali (PSB/SP); e de Trabalho, Alex Canziani (PTB/PR). A entidade congrega 2.300 associações comerciais, representando mais de dois milhões de empresários do comércio, indústria, agropecuária, serviços, finanças e profissionais liberais; de micro, pequenas, médias e grandes empresas do país.
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Maioria de trabalhadores do setor elétrico nacional é terceirizada
Mais da metade da força de trabalho do setor elétrico do país é terceirizada e a incidência de mortes para terceirizados é 4,5 vezes maior do que para trabalhadores próprios, segundo estudo do Dieese. O setor elétrico contava, em 2008, com 227,8 mil trabalhadores, dos quais 126,3 mil eram terceirizados, ou seja, 55,5% da força de trabalho. A análise levou em consideraío três fatores. Também naquele ano, a taxa de mortalidade pro acidente de trabalho no setor foi de 32,9 mortes por grupo de 100 mil trabalhadores, 3,21 vezes superior entre os terceirizados em relaío ao do quadro próprio. O resultado permitiu concluir que existe maior risco de morte associado ao segmento terceirizado da força de trabalho.
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Quatro senadores reassumem mandatos
Com a exigência da desincompatibilizaío para concorrer í s próximas eleições de outubro, quatro senadores, eleitos em 2002, que ocupam cargos executivos, reassumem seus mandatos na próxima segunda-feira, 5 de abril. São eles os ministros dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR/AM), das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB/MA) e das Comunicações, Hélio Costa (PMDB/MG), além do secretário de Educaío do Tocantins, Leomar Quintanilha (PMDB/TO). Com a posse dos titulares, os suplentes João Pedro (PT/AM), Lobão Filho (PMDB/MA), Wellington Salgado (PMDB/MG) e Sadi Cassol (PT/TO) deixarão o Senado. Alfredo Nascimento deve disputar o governo do Amazonas; Edison Lobão deve disputar a renovaío do mandato de senador; Hélio Costa deve concorrer ao governo de Minas Gerais; e Leomar Quintanilha deverá tentar a renovaío do mandato de senador.
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Secretarias especiais do governo federal com status de ministério
A Câmara analisa a Medida Provisória 483/10, de 24/03, que dá status de ministério í s Secretarias Especiais de Direitos Humanos, de Promoío de Igualdade Racial, de Políticas para Mulheres e de Portos. Com isso, esses órgãos passam a ter maior autonomia administrativa e orçamentária. O chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoío da Igualdade Racial já tinha status de ministro antes da ediío da MP. Os cargos de Direío e Assessoramento Superiores – DAS 6 ocupados por três secretários que não eram ministros e as 481 Funções Comissionadas Técnicas – FCT 15 foram convertidos em quatro cargos de natureza especial e em 69 cargos DAS menores, distribuídos entre as secretarias e os ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Saúde. Segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, responsável pela MP, não haverá aumento de despesas com essas mudanças. A MP institui duas secretarias: uma ligada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, voltada para regularizaío de terras na Amazônia; e outra no Ministério da Saúde, para tratar da assistência í saúde indígena.
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Crescimento estratégico em energia e infraestrutura no PAC 2
O governo lançou, em 29/03, a segunda etapa do Programa de Aceleraío do Crescimento – PAC 2. Serão destinados R$ 220 bilhões do Orçamento Geral da União para obras, outros R$ 300 bilhões vindos de empresas estatais e R$ 46 bilhões de grupos privados. O total de investimentos para o período 2011/2014 chega a R$ 958,9 bilhões. Essa etapa do PAC terá seis eixos: Cidade Melhor, Comunidade Cidadã, Minha Casa Minha Vida, ígua e Luz para Todos, Transportes e Energia. O maior volume de recursos será para o setor de energia, para onde serão destinados R$ 113,7 bilhões para geraío; R$ 26,6 bilhões em linhas de transmissão; R$ 285,8 bilhões em petróleo e gás natural; R$ 36,7 bilhões para Marinha Mercante; R$ 1 bilhão em combustíveis renováveis; R$ 1,1 bilhão em eficiência energética; e R$ 600 milhões em pesquisa mineral. O programa prevê também construío de dois milhões de moradias e 495 mil ligações de energia elétrica nos programas Minha Casa, Minha Vida e Luz para Todos. A partir de 2011, das 54 hidrelétricas viabilizadas, 10 serão similares í s plataformas de petróleo e 44 convencionais, com geraío de 47,8 mil megawatts de energia. O Estado do Pará terá o maior número de hidrelétricas, com as usinas plataforma de Jatobá, Jamanxim, Cachoeira dos Patos, Jardim do Ouro, Cachoeira do Caí, Chacorão e São Luiz do Tapajós. O Ministério da Fazenda estima crescimento do PIB de 5,2%, em 2010, e depois expansão de 5,5% ao ano, até 2014.
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Vagas de estacionamento exclusivo para idosos terá regra nacional
A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou, em 25/03, o PL 3155/08, do deputado Geraldo Resende (PMDB/MS), que restringe aos departamentos de trânsito estaduais a emissão de credenciais para vagas de estacionamento exclusiva para idosos. O projeto vai uniformizar as credenciais para idosos, evitando que as cidades estabeleçam critérios diferentes. O Estatuto do Idoso, Lei 10.741/03, reserva 5% das vagas de estacionamento públicos e privados a motoristas com mais de 60 anos, porém, não há definiío de como os veículos usados pelos idosos serão reconhecidos e quem poderia identificá-los. Dessa forma, os procedimentos para obter a credencial variam de um município para o outro. O relator, deputado Mário Heringer (PDT/MG), apresentou parecer pela aprovaío da proposta, que tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituiío, Justiça e Cidadania.
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Novo Plano Nacional de Educaío propõe erradicar o analfabetismo
Um dos desafios do novo Plano Nacional de Educaío – PNE, para vigorar de 2011 a 2020 é a erradicaío do analfabetismo. A proposta está sendo discutida na Conferência Nacional de Educaío – Conae, que ocorre entre 28 de março e 1° de abril, em Brasília. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Pnad do IBGE, do ano de 2008, existem no Brasil 18 milhões de analfabetos, na faixa etária a partir de 10 anos e 30 milhões de analfabetos funcionais, com 15 anos ou mais. Cerca de 400 mil pessoas participaram de eventos preparatórios da Conae, elegendo delegados em todo o país, em 2.258 conferências municipais de educaío e 27 estaduais. Com o tema Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educaío, o evento também debate o financiamento da educaío; ampliaío da obrigatoriedade do ensino básico; cotas no ensino superior; e valorizaío dos profissionais de educaío. O levantamento do IBGE considera como alfabetizada pessoa capaz de ler e escrever pelo menos um bilhete simples, no idioma que conhece. Para o presidente da Câmara de Educaío Básica do Conselho Nacional de Educaío, Cesar Callegari, as metas listadas na Conferência terão de ser auxiliadas por metas assumidas em planos municipais e estaduais de educaío. Ele defende que o novo PNE se transforme em uma Lei de Responsabilidade Educacional.
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FAT investe R$7,2 bilhões para geraío de emprego e renda neste ano
O Conselho Deliberativo do FAT aprovou, em 25/03, R$7,2 bilhões para linhas de crédito de financiamento dos programas de geraío de emprego e renda em 2010. Desse total, R$ 3,2 bilhões são recursos novos e 4 bilhões reaplicações de recursos antigos. A medida fomenta geraío de postos de trabalho e modernizaío de micros e pequenos negócios, em setores como comércio e turismo. Foram criadas linhas de financiamento de equipamentos para costureiras e alfaiates, onde o FAT destinou R$ 40 milhões e a implantaío, ampliaío e recuperaío de parques industriais, em municípios com até 80 mil habitantes, com R$ 200 milhões, por meio da linha FAT-Infraestrutura. Ao setor de turismo, FAT-Giro Setorial, o fundo destinou R$ 200 milhões para capital de giro aos estabelecimentos do setor de restaurantes e outros serviços de alimentaío e bebidas. Foram beneficiados ainda o transporte coletivo complementar, para financiamento de veículos escolares; a linha FAT Taxista e a linha FAT Moto-Frete, com R$ 100 milhões cada uma. Em 2009, o FAT aplicou R$ 3 bilhões no financiamento ao setor produtivo, por meio dos depósitos especiais.
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Fusão cria segundo maior varejista de móveis e eletrodomésticos
As redes de comércio varejista Insinuante e Ricardo Eletro anunciaram, em 29/03, a união das duas empresas, resultando no segundo maior varejista de móveis e eletrodomésticos do país, com total de 500 lojas. A liderança segue com a união Casas Bahia e Pão de Açúcar, em 2009, que criou um grupo de 1.015 lojas e faturamento anual de R$ 40 bilhões. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica ainda analisa a fusão. O novo grupo Ricardo Eletro/Insinuante deixa para trás o Magazine Luiza, que hoje possui 455 lojas e faturamento de R$ 3,8 bilhões. Antes, 5º empresa no ranking de varejo, a Ricardo Eletro, fundada em 1989, tem cerca de 268 lojas em Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Goiás e DF, divididas em lojas de rua, shoppings e megastores, além de cinco centros de distribuiío. Já a Insinuante, iniciada em 1959, hoje possui 220 lojas, em todos os Estados do Nordeste mais Rio de Janeiro e Espírito Santo. A empresa emprega 10 mil funcionários e era a quarta maior do segmento.
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Loja descumpre normas de proteío í saúde e segurança há seis anos
Uma das maiores redes varejistas do país, as Lojas Americanas, foi flagrada descumprindo normas relativas ao meio ambiente do trabalho e teve de pagar R$104.165,58 de multa após descumprir Termo de Compromisso firmado perante o Ministério Público do Trabalho – MPT, em 2004. As irregularidades foram detectadas em inspeções feitas em três lojas de Belo Horizonte. Entre os itens que a empresa descumpriu estão: criaío da Comissão Interna de Prevenío de Acidentes; fornecimento gratuito de Equipamento de Proteío Individual aos trabalhadores; adaptaío das instalações elétricas; cuidado para que transporte, movimentaío, armazenagem e manuseio dos produtos sejam realizados com segurança; e adequaío dos vestiários dos trabalhadores. O MPT continuará exigindo da empresa o cumprimento das obrigações assumidas. As Lojas Americanas possuem 475 estabelecimentos de vendas em 22 estados e DF e comercializa mais de 60.000 itens de 4.000 empresas diferentes nos segmentos de brinquedos, bombonnií¨re, lingerie, CD’s, DVD’s, entre outros.
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Negada nova audiência judicial trabalhista por falta do denunciado
A Comissão de Trabalho, de Administraío e Serviço Público rejeitou, em 24/03, o PL 4789/09, do deputado Rodovalho (DEM/DF), que prevê a possibilidade de realizaío de nova audiência na Justiça do Trabalho, em caso de falta justificada do denunciado. Atualmente, pela CLT, o denunciado que faltar í audiência é julgado í revelia, e a ausência é considerada confissão. Na opinião do relator, deputado Roberto Santiago (PV/SP), não se pode comparar a situaío do denunciante, quase sempre trabalhador, com a do denunciado, que é “o poder econômico”. Para o deputado, o denunciado só deixa de comparecer í audiência para protelar o julgamento. O parecer da ex-relatora da proposta, deputada Gorete Pereira (PR/CE), favorável í medida, passou a constituir voto em separado. Ela argumenta que a maioria dos empregadores brasileiros são micro ou pequenos empresários, que se encontram em situaío semelhante a de seus empregados. “Não possuem recursos para contratar bancas de advogados”, afirma. A proposta, que tramita em caráter conclusivo, segue para a Comissão de Constituiío, Justiça e Cidadania.
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Homenagem aos aposentados pede fim do fator previdenciário
Durante sessão solene comemorativa do Dia Nacional do Aposentado, realizada em 29/03, pela Câmara, vários deputados defenderam a votaío do PL 3299/08, que extingue o fator previdenciário. O fator previdenciário atinge apenas as aposentadorias do regime do INSS, ao qual são vinculados trabalhadores do setor privado e servidores públicos regidos pela CLT. Hoje, a aposentadoria por tempo de contribuiío pode ser requerida após 35 anos de contribuiío para homens, ou 30 para mulheres. O valor da aposentadoria resulta do cálculo das médias dos maiores salários de contribuiío a partir de julho de 1994, entrando no cálculo apenas os 8 maiores em cada 10 salários de contribuiío. O valor da média obtida por essa conta deve ser multiplicado, então, pelo fator previdenciário, calculado com base na alíquota de contribuiío, na idade do trabalhador, no tempo de contribuiío e na expectativa de vida. Outras propostas que beneficiam aposentados também foram destacadas, na sessão, como o PL 4434/08, que recupera o vencimento dos aposentados; o PL 1/07 , que vincula o aumento das aposentadorias ao do reajuste do salário mínimo; e a PEC 555/06, que extingue a contribuiío previdenciária de servidores públicos inativos.
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Designado na CAE relator para caracterizaío de atividade perigosa
O senador João Tenório (PSDB/AL) foi designado, em 25/03, relator do PLC 220/09 na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado – CAE. Esse projeto, originário do PL 1033/03, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), altera o artigo 193 da CLT, para redefinir critérios para caracterizaío das atividades ou operações perigosas. No ano passado, o PLC estava pronto para ir í sanío presidencial. Porém, senadores adversários í proposta solicitaram que o projeto passasse pelo plenário do Senado, onde recebeu duas emendas. A manobra obrigou o projeto a retornar í Comissão de Assuntos Sociais onde o relator, senador Paulo Paim (PT/RS), conseguiu derrubá-las. Novamente pronto para votaío em plenário, o projeto enfrentou novo adiamento: o requerimento apresentado por Jucá, que solicitava manifestaío da CAE. Com a aprovaío desse requerimento pelo plenário, a proposta precisa agora da apreciaío e votaío da CAE, atrasando sua decisão final.
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Equiparaío salarial do judiciário federal com justiças estaduais
A Federaío Nacional dos Servidores do Poder Judiciário do Brasil conseguiu, em reunião com o relator da PEC 190/07, deputado Manoel Júnior (PMDB/PB), antecipaío da votaío do relatório pela Comissão Especial da Câmara, marcada para o dia 15 de abril, para o próximo dia 7. A solicitaío foi feita depois que a segunda audiência pública sobre o tema, em 24/03, foi cancelada. A PEC trata da equiparaío dos vencimentos do Judiciário Federal, regido pela Lei 8.112/90, com os Judiciários dos Estados, onde cada um tem sua própria legislaío. Em alguns estados, a diferença de salário para mesmo cargo chega a mais de R$5 mil. Segundo o vice-presidente da Confederaío dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB da Bahia, Josafá Ramos, a diferença entre os vencimentos e alguns critérios trabalhistas, como carga horária e exigência de graduaío em direito, impulsionam o servidor a entrar na esfera federal, defasando a Justiça Estadual. “Os serviços judiciários dos estados acabam sendo terceirizados, alguns só com nível médio, com perda da qualidade da justiça, afirmou.
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Projeto sobre valor de anuidade de entidades fiscalizatórias
Em 26/03, foi indeferido requerimento que solicitava redistribuiío do PL 3507/08, para ser analisado também pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara. O PL, que trata da fixaío de limites máximos para valores das anuidades, multas, taxas e emolumentos devidos í s entidades de fiscalizaío do exercício de profissões regulamentadas, já foi aprovado por outras comissões, em forma de substitutivo e já foram apresentadas 13 emendas a esse substitutivo. O indeferimento da solicitaío considerou que multas, taxas e emolumentos devidos í s entidades de fiscalizaío configuram-se como tributos parafiscais, para custear atividades não integrantes das funções próprias do Estado, não restando caracterizada a competência da referida Comissão para analisar tal projeto.
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Suspensão de concessões do país a direitos de propriedade intelectual
Em 30/03, foi designado para relator da MPV 482/10, o deputado Fábio Ramalho (PV/MG), para proferir parecer, em plenário de Comissão Mista, a esta medida provisória e í s emendas apresentadas. A MPV dispõe sobre medidas de suspensão de concessões ou outras obrigações do País, relativas aos direitos de propriedade intelectual e outros, em casos de descumprimento de obrigações do Acordo Constitutivo da Organizaío Mundial do Comércio – OMC.
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Reduío de jornada de trabalho e de salários em períodos de crise
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara aprovou, em 21/03, parecer do relator, deputado Dr. Ubiali (PSB/SP), ao PL 5019/09. Esse projeto, do deputado Júlio Delgado (PSB/MG), estabelece condições para reduío de jornada de trabalho e de salários em períodos de crise. Segundo o PL, as empresas que tiverem queda média de 20% ou mais da receita de suas vendas ou do saldo de seus depósitos e empréstimos, por três meses, em comparaío com igual período do ano anterior, podem reduzir a jornada de trabalho dos seus empregados. A lei atual, Lei 4.923/65, não estabelece indicador para permitir reduío da jornada, admitindo-a quando a empresa estiver em dificuldade econômica “devidamente comprovada”. A reduío do salário será proporcional í reduío da jornada e será acordada com os sindicatos, não podendo ser superior a 25% do salário contratual, respeitado o salário mínimo. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas Comissões de Trabalho, Administraío e Serviço Público; e de Constituiío, Justiça e Cidadania.
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Isenío de imposto de renda para aposentados com diabetes
O PLS 242/09, que isenta do Imposto de Renda os aposentados com diabetes melito foi aprovado, em 31/03, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado. A medida também se estende aos militares reformados que tiverem a doença. O projeto ainda terá de ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e se aprovado seguirá para análise da Câmara. O PLS, do senador Roberto Cavalcanti (PRB/PB). ressalta que a diabetes afeta hoje muitos brasileiros e se tornou um problema de saúde pública em âmbito internacional. O relator da matéria, senador Paulo Duque (PMDB/RJ), afirmou que no Brasil há cerca de 15 milhões de pessoas com a doença, sendo a mais comum a diabetes do tipo 2.
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Trabalhadores compõem pauta para acordos coletivos com data-base em maio e junho
Os trabalhadores das empresas Nextel Telecomunicações, Cambridge Telecom, DSLI Vox 3 Brasil comunicações, Easytone Telecomunicações, T-Leste Telecomunicações e Tellfree Brasil Telefonica IP S/A com datas-base em maio e junho terão como principais bandeiras de luta para os seus Acordos Coletivos: aumento real no salário, VA e VR, assistência médica e odontológica familiar, bolsa de estudo e licença maternidade de 180 dias.
“Iniciaremos as negociações no começo de abril, e a luta será grande para conquistarmos aumento real, bem como a implantaío de novos itens. A cada avanço nas negociações os trabalhadores serão informados†declara Cristiane do Nascimento, coordenadora das assembléias.
São cerca de 2.400 trabalhadores envolvidas nessas negociações.
Sobre o Sintetel: O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações no Estado de São Paulo (Sintetel-SP) foi fundado em 15 de abril de 1942. Sua base territorial abrange quase 300 mil trabalhadores que atuam em diferentes empresas de telecomunicações. Atualmente, é a maior entidade da categoria na América Latina. Telefônica, Vivo, Embratel, Claro, Oi, Tim, Atento, Contax, Tivit e Dedic são algumas das empresas representadas pelo Sindicato.
Nessas seis décadas de história, o Sintetel acumula a conquista do Abono de Natal quando não existia 13º salário, 30 dias de férias quando eram disponibilizados apenas 20, e a reduío da jornada de trabalho das telefonistas para seis horas diárias. (Assessoria de Imprensa do Sintetel).
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Após 2 anos, CTB se consolida e já é a 3ª maior central do país
Após pouco mais de dois anos de sua fundaío, a CTB recebeu nesta segunda-feira (29) a confirmaío de que já é a terceira maior central sindical do país. A informaío foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Diário Oficial da União, que trouxe em suas páginas o balanço de representatividade de cada central.
O balanço do MTE é baseado na representatividade das centrais, a partir da análise dos índices de sindicalizaío dos sindicatos filiados í s centrais sindicais, conforme determina a Lei 11.648, de 2008. Fundada em dezembro de 2007, a CTB é a mais nova entre as seis centrais sindicais que atuam no país. Contudo, sua ideologia classista, plural e democrática, rapidamente vem ganhando espaço no cenário sindical nacional.
Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, o crescimento da central coroa a proposta que moveu diversas lideranças sindicais a fundá-la, a partir de princípios da unidade e das ideias classistas. “Esse resultado nos enche de entusiasmo e nos dá a certeza de que estamos fazendo uma política corretaâ€, afirmou.
De acordo com o documento divulgado pelo MTE, a CTB já possui um índice de representatividade de 7,55% do total dos trabalhadores brasileiros. Com esse número, a central se consolida í frente da UGT (7,19%), da Nova Central (6,69%) e da CGTB (5,04%). Entre as entidades reconhecidas pelo governo federal, apenas a CUT (38,23) e a Força Sindical (13,71%) aparecem mais bem colocadas do que a CTB.
Confira abaixo uma entrevista com Wagner Gomes sobre os dados divulgados pelo MTE e os planos de ampliaío da base cetebista:
De que forma a direío da CTB recebeu esses dados divulgados nesta segunda-feira?
Desde nossa fundaío, há dois anos, a expectativa era a de que a CTB tinha um grande potencial de crescimento no movimento sindical. Por conta de sua proposta classista e por ser uma central democrática e plural – nós tínhamos um grande entusiasmo no sentido de que rapidamente teríamos nossa imagem aceita pelo movimento sindical. E essa divulgaío agora do Ministério do Trabalho, nos colocando como a terceira maior central sindical do Brasil, em apenas dois anos, nos enche de entusiasmo e nos dá a certeza de que estamos fazendo uma política correta, que inclui também a unidade com as outras centrais. Espero que a gente continue crescendo e que possamos jogar cada vez mais um papel no movimento sindical, filiando mais sindicatos e buscando o objetivo do nosso congresso, que é o de nos tornarmos uma grande central no Brasil, capaz de influenciar não somente o modo de pensar dos trabalhadores, mas também a sociedade de modo geral, a partir de um projeto de país.
Na sua avaliaío, o crescimento da CTB se deu a partir de algum grupo ou setor específico?
Não. Foi a partir do conjunto. Hoje temos uma representaío boa em todos os setores dos trabalhadores, desde o rural até a educaío, transportes, marítimos, metalúrgicos, enfim, todas as categorias — nós não estamos concentrados em apenas um setor. E mais importante do que isso é outro fato: temos um índice de sindicalizaío grande. í‰ isso que nos levou ao terceiro lugar. Todos os sindicatos da CTB têm essa característica — isso demonstra a organizaío e a politizaío dos sindicatos filiados.
A CTB se dá por satisfeita com esse crescimento?
De forma alguma. Não estamos satisfeitos. Temos uma proposta de crescer mais do que isso e a certeza de que muitos sindicatos ainda vão se filiar í CTB. Esse resultado consolida e ajudar a atrair novos sindicatos para nossa base. Sabemos ainda que cerca de 300 sindicatos já filiados í CTB não foram registrados no Ministério do Trabalho. Isso ainda levará um tempo, mas certamente nosso número será muito maior do que o divulgado hoje.
A CTB tem o mérito de estar presente e organizada em todos os 27 estados do país. A partir desse resultado, o papel das CTBs estaduais ganha maior relevância?
Temos uma idéia muito clara sobre isso: nosso oxigênio é a atuaío e a presença da CTB nos estados. Temos que dar continuidade a essa orientaío, fazendo com que a atuaío nos estados esteja mais relacionada com o trabalhador, em seu local de trabalho. Não queremos ter uma CTB com pés de barro, sem representatividade. í‰ isso que nos dá força, é isso que filia, é isso que mobiliza e certamente é isso que garantirá o nosso crescimento. (Portal CTB 29/03/2010)
José Augusto da Silva Filho
Diretor 1º Secretário da CNTC
Vice-presidente DIAP
Coordenador Nacional do FST
cntc@cntc.com.br
augusto@cntc.com.br
(61) 3217-7100 ou 3217-7102
“A UNICIDADE SINDICAL í‰ PRIMORDIAL PARA MANTER A FORí‡A DE ENTIDADES REPRESENTATIVAS DE CLASSE†“HISTORICAMENTE, A CRIAí‡íƒO DE ENTIDADES PARALELAS Sí“ SERVE PARA SATISFAZER DIVERGíŠNCIAS POLíTICAS E NUNCA PARA FORTALECER A UNICIDADE SINDICALâ€
