Meirelles defende ajuste fiscal e PEC 241 contra recessão e desemprego


O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (12), em São Paulo, disse que o maior problema do país é a recessão e o desemprego e voltou a afirmar que a soluío para o problema é o ajuste fiscal e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita o teto de gastos das contas públicas, propostas que o governo espera aprovar no Congresso.

Meirelles fez a declaraío durante o lançamento da 16ª ediío do Anuário Valor 1000, na capital paulista. “São duas coisas que se reforçam mutuamente. Na medida em que a recessão aumenta o desemprego, o aumento do desemprego diminui o consumo e aumenta a recessão. Portanto, o que nós temos que fazer é tomar as medidas necessárias para que o país volte a crescer”, disse. “Para isso, é necessário o equilíbrio das contas públicas, que é o que está na raiz dessa situaío que o Brasil está vivendo”, afirmou Meirelles.

De acordo com o ministro, quando o governo corta suas despesas, limitando o crescimento dos gastos públicos dos próximos anos, isso começa a criar uma expectativa positiva e o aumento da confiança dos empresários e dos consumidores, o que começaria a impulsionar a economia. A partir daí, segundo ele, crescem as vendas das empresas, cresce a arrecadaío, o emprego e isso reforça o consumo.

O ministro disse que alguns setores mostram sinais de melhora: “Nós já temos setores específicos que mostram sinais de crescimento. O setor industrial vem crescendo há poucos meses. No último mês, teve uma adaptaío, que é normal, uma acomodaío, mas a expectativa é que volte a crescer”, disse.

Questionado sobre o um possível aumento de salários do dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Meirelles disse que “o importante é que o teto dos gastos seja mantido. Como alocar esse teto, é uma prerrogativa do Poder Legislativo, como temos mencionado. A fazenda não pretende substituir todos os poderes da República, o que a Fazenda está propondo é que o legislativo aprove uma limitaío do crescimento dos gastos públicos, cumprindo a sua funío de Ministério da Fazenda. A partir daí, a alocaío disso é uma prerrogativa do Executivo e do Congresso Nacional”.

Fonte: Agência Brasil