Lojistas pedem fim da greve dos bancários

A paralisaío de bancários, iniciada em 19 de setembro, continua afetando mais de 11 mil agências e centros administrativos do País. Segundo a Federaío Nacional de Bancos (Fenaban), uma proposta de reajuste global de salários de 6,1% já foi apresentada í s lideranças, mas ainda não há data para negociaío.

O presidente da Confederaío Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), Lourenço Ferreira do Prado, diz que a proposta é muito menor que os 11,93% pedidos pela categoria, e não foi apresentada contraproposta. Além do reajuste, os bancários pedem melhores condições de trabalho e reajuste do piso salarial. Para Prado, a campanha salarial também traz a oportunidade de discutir outros problemas da categoria, que, segundo ele, sofre com assédio moral e demissões arbitrárias.

Preocupada com a duraío da paralisaío, a Confederaío Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) encaminhou um documento í  Febraban pedindo um acordo imediato entre as partes. Varejistas temem que a greve se estenda até o quinto dia útil do mês, quando a maior parte das empresas deposita os salários. Sem funcionários nos bancos, a CNDL calcula perdas de cerca de 30%) no comércio. Em outubro, o quinto dia é na próxima segunda-feira.

Para o deputado federal Chico Lopes (PCdoB-CE), a possibilidade de acalmar o varejo é pequena. “Não há perspectiva de término da greve, porque é uma queda de braço. Os bancos vão endurecendo e os bancários também.” Integrante da Comissão de Trabalho da Câmara, Lopes requereu audiência pública com as partes. O requerimento foi aprovado no dia 2, e ele espera que a reunião seja realizada na semana que vem.

Comentário da CONTEC

A greve é amplamente assegurada pela lei, discutida e aprovada pelo Congresso Nacional, eleito pela sociedade brasileira. Sendo assim, é a greve um justo movimento reivindicatório dos trabalhadores, que pode causar aqui e ali algum desconforto aos clientes e í  populaío. Entretanto, por ser o Sistema Financeiro Nacional tecnologicamente um dos mais avançados do mundo, conta por isso com mecanismos alternativos que assistem devidamente a todos, clientes e não clientes, disponibilizando os serviços necessários para que todos possam realizar saques, depósitos e pagamentos de títulos e tributos, sem prejuízo relevante.