Indústria da construío tem queda na atividade e no emprego

 

Dados de uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (25) pela Confederaío Nacional da Indústria (CNI) mostram que as dificuldades enfrentadas pelo setor da indústria da construío se agravaram em julho.

O indicador que mede o nível de atividade na indústria da construío ficou em 38,2 pontos e o índice de número de empregados alcançou 36 pontos em julho. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem. Abaixo de 50 revelam queda na atividade e no emprego. Foram ouvidas 196 pequenas empresas, 263 médias e 137 indústrias de grande porte.

O índice de nível de atividade em relaío ao usual caiu para 28,5 pontos em julho. O indicador acumula uma queda de 13,8 pontos em 12 meses e é o mais baixo da série histórica, que começou em dezembro de 2009. Nas grandes empresas, o nível de atividade em relaío ao usual foi de 27 pontos, inferior í  média nacional.

O nível de utilizaío da capacidade de operaío ficou estável em 60%, nove pontos percentuais menor do que o observado em julho do ano passado. A maior ociosidade foi registrada nas pequenas empresas, segmento em que a utilizaío da capacidade de operaío foi de 55%.

Pessimismo

Os empresários continuam pessimistas em relaío ao desempenho do setor nos próximos seis meses. Em agosto, todos os indicadores de expectativas ficaram abaixo dos 50 pontos, o que revela perspectiva negativa. O indicador de expectativa sobre o nível de atividade foi de 41,7 pontos, o de novos empreendimentos e serviços ficou em 41,1 pontos o de compras de matérias-primas e insumos também alcançou 41,1 pontos e o de número de empregados, 40,5 pontos.

O pessimismo em relaío ao futuro atingiu a disposiío dos empresários para investir. O índice de intenío de investimento na construío caiu para 26,6 pontos, o mais baixo da série que começou em novembro de 2013. De acordo com a pesquisa, quanto menor o indicador, mais baixa é a intenío de investimento.

Fonte: G1