II Congresso NCST e Grito da Terra

28.05.2009 – Na abertura do II Congresso, presidente da NCST reafirma os compromissos da central

Mais de 1.500 delegados, vindos de todas as regiões do País, estiveram presentes na abertura do II Congresso Nacional da Nova Central, realizada ontem, dia 27, em Brasília. A solenidade foi aberta pelo presidente da NCST, José Calixto Ramos, que destacou a trajetória da central desde a sua fundaío, em 29 de junho de 2005. Ele afirmou, de forma incisiva, que a Nova Central veio para ficar, pois seu compromisso com a unicidade sindical, a justiça social, o custeio compulsório e a defesa dos direitos sindicais e trabalhistas são princípios que jamais serão abandonados.
José Calixto disse que não há nenhum entendimento no sentido de que a NCST vai se fundir com outra sindical. “São boatos infundados. A Nova Central está cada vez mais forte, atuante e comprometida com os interesses da classe trabalhadora.”

Ministro do Trabalho destaca o papel Nova Central

O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reconheceu o papel da Nova Central no movimento sindical brasileiro. Ele, na abertura do II Congresso da NCST, observou que a Nova Central é herdeira do sonho e dos ideais de Getúlio Vargas, pois, mantém identificada com a estrutura da organizaío sindical brasileira que foi criada no governo Vargas.

O Ministro salientou que a Nova Central é a sua central, também, pois a defesa da unicidade sindical é uma dos pilares da estrutura sindical brasileira que não pode ser destruída. Destacou a importância do presidente da NCST, José Calixto Ramos, para o movimento sindical brasileiro, considerando como exemplo e referência para todos os demais dirigentes sindicais, pela sua postura ética e honrada. Encerrou dizendo que a Nova Central significa uma das maiores conquistas dos trabalhadores brasileiros.

Senador Paulo Paim se emociona pela sua identificaío com a NCST

Mesmo acometido por um forte gripe, o Senador Paulo Paim (PT-RS) esteve presente na abertura do II Congresso da Nova Central, assim como esteve no congresso de fundaío da central. Paim afirmou que estava em casa, tamanha é a sua identificaío com a NCST.

Disse da importância da unidade de todos os brasileiros para acabar com o fator previdenciário, para recuperar os direitos dos aposentados e para avançar na construío de um país mais justo com melhor distribuiío de renda. Afirmou que estava í  vontade, pois, ali, junto aos delegados do II Congresso, esquecera que estava sem voz, devido í  forte gripe, pois, a Nova Central é a sua central sindical com a qual se identifica pelos seus princípios. Paim será um dos palestrantes do II Congresso.

Deputado afirma que a Nova Central é decisiva para a unidade das centrais

A unidade das centrais sindicais em defesa dos trabalhadores brasileiros deve-se, em muito, í  existência da Nova Central, afirmou o deputado Paulinho (PDT-SP). “A posiío e o respeito a José Calixto, presidente da NCST, é um fator decisivo para assegurar a unidade de aío entre as centrais sindicais”, destacou.

Falou sobre a pauta trabalhista definido pelas centrais sindicais, que inclui vários projetos de interesse da classe trabalhadora, como a reduío da jornada de trabalho sem a reduío dos salários, o fim do fator previdenciário, a votaío da PEC do trabalho escravo e a ratificaío da Convenío 151 da OIT, entre outros.

Os deputados Roberto Santiago (PV-SP), João Dado (PDT-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PDT-SP) manifestaram os seus reconhecimentos pela importância da Nova Central e destacaram a importância de José Calixto Ramos, presidente da CNTI e da Nova Central, para o movimento sindical brasileiro.

Dirigentes sindicais destacam a importância do presidente da Nova Central no movimento sindical brasileiro

Dirigentes sindicais de confederações e de centrais sindicais ressaltaram a presença da Nova Central no movimento sindical brasileiro. Entre eles, José Augusto, coordenador do Fórum Sindical de Trabalhadores e secretário-geral da CNTC, enfatizou as origens da Nova Central, a partir do surgimento do FST, do qual a NCST é uma das entidades. Disse que as bandeiras do FST e da Nova Central são idênticas na defesa dos direitos sindicais e trabalhistas, consagrados na Constituiío Brasileira.

O vice-presidente da CGTB, Ibiraci Dantas, destacou a importância da unidade das centrais sindicais na defesa das bandeiras históricas da classe trabalhadora. Salientou a necessidade de grandes mobilizações dos trabalhadores em defesa da Petrobrás e do pré-sal, bem como afirmou que espera a afirmaío de um grande fortalecimento da classe trabalhadora brasileira quando formos capazes de nos unirmos em uma única central sindical de trabalhadores.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, referiu-se ao presidente da NCST, José Calixto Ramos, como um ícone do movimento sindical brasileiro, ao qual todos devem respeito. Disse que, Calixto, pela sua postura ética, pela sua trajetória história, pela sua dignidade é um fator de entendimento entre as centrais sindicais e um exemplo a ser seguido. Conclamou aos delegados do II Congresso para que aprofundem análises sobre o momento atual para que se fortaleçam as ações conjuntas das entidades sindicais em defesa dos interesses de toda a classe trabalhadora.

II Congresso tem início oficial com reforma do Estatuto e debates no plenário

Com uma programaío que começou hoje, dia 28, í s 09:00, o II Congresso da NCST vai debater várias questões fundamentais para os trabalhadores brasileiros. O primeiro ponto importante serão as deliberações sobre alteraío do estatuto da NCST, seguindo-se o início da Tribuna Livre, com a participaío dos delegados inscritos.

Ainda hoje haverá o painel sobre “A crise mundial e seus impactos”, com as participações dos economistas Sérgio Mendonça, do DIEESE, com o tema “A crise mundial e seus impactos no emprego e na economia brasileira”, José Carlos de Assis, do BNDES, que falará sobre “A política de pleno emprego como alternativa í  crise” e o professor Ricardo José de Souza Oliveira, com o tema “Os efeitos sociais e sindicais da crise mundial”. Após as intervenções ocorrerão debates.

ís 17:00h o senador Paulo Paim fala sobre “Os trabalhadores e trabalhadoras frente aos desafios e ameaças aos direitos sindicais e trabalhistas” e í s 20:00hs será realizada a programaío cultural.

No dia 29, a partir das 9:00 será iniciado o processo de eleiío dos novos membros da diretoria da Nova Central, com encerramento previsto para í s 17:30 hs, com a proclamaío e posse dos eleitos. í€s 14:00h será realizada a Plenária Final de deliberações, com previsão de que o Encerramento do II Congresso seja í s 18:00h.

II CONGRESSO NACIONAL NCST

Programa

DIA 27/05 – Quarta-feira
08:00 – Início da recepío aos delegados no CTE/CNTI (Luziânia)

20:00hs – Abertura Solene

Local: Salão especial do Marina Hall
SHTN, Trecho 2 – Conjunto 5, Brasília-DF

DIA 28/05 – Quinta-feira
09:00h – Abertura Oficial do II Congresso
Local: Auditório do CTE da CNTI, em Luziânia

09:15 – Deliberaío sobre alteraío do Estatuto da NCST

10:15 – Início da Tribuna Livre
12:00 – Almoço

14:00 – Painel: “A crise mundial e seus impactos”
Mediador: José Calixto Ramos – Presidente da NCST

Painelistas:
1 – “A crise mundial e seus impactos no emprego e na economia brasileira”
Economista Sérgio Mendonça

Presidente do DIEESE
2 – “A política de pleno emprego como alternativa í  crise”
Economista José Carlos Assis

Diretor do BNDES
3 – “Os efeitos sociais e sindicais da crise mundial”
Economista Ricardo José de Souza Oliveira
15:30 – Intervalo

15:40 – Debates
17:00 – Palestra: “Os trabalhadores e trabalhadoras frente aos desafios e ameaças aos direitos sindicais e trabalhistas.”
Palestrista: Senador Paulo Paim (PT-RS)

20:00 – Programaío Cultural

Dia 29/05 – Sexta-feira
09:00 – Plenária de instalaío da Comissão Eleitoral

09:10 – Início da votaío para eleiío da diretoria da NCST

Local: Sessões Eleitorais

10:00 – Tribuna Livre
12:00 – Almoço
14:00 – Plenária de Aprovaío dos Documentos do II Congresso
17:00 – Encerramento da eleiío e início da apuraío
17:30 – Proclamaío do resultado da eleiío e posse dos eleitos
18:00 – Encerramento do II Congresso.

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Grito da Terra 2009 deixa Brasília comemorando várias conquistas

Na presença de dois ministros do Governo Lula, a Confederaío Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) anunciou nesta quarta (27), na Esplanada dos Ministérios, durante o ato final do Grito da Terra Brasil (GTB) 2009, a garantia de R$ 15 bilhões para a safra agrícola 2009/2010, o descontingenciamento de R$ 140 milhões para assistência técnica e o seguro agrícola para investimento.
Alberto Broch após reunião com ministros Além dessas conquistas, o Instituto Nacional de Colonizaío e Reforma Agrária (Incra) publicou dois atos normativos que contribuem com o processo de reforma agrária. Além da funío social, o Instituto levará em conta a partir de agora, a título de desapropriaío de terra, as questões ambientais e trabalhistas.
O anuncio foi feito primeiro pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, numa reunião a portas fechadas com as principais lideranças do movimento no Centro Cultural do Banco do Brasil.
Participaram ainda do encontro, que durou pouco mais de duas horas, os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Carlos Minc (Meio Ambiente). Dulci e Cassel seguiram com as lideranças para anunciar as medidas aos milhares de agricultores que aguardavam no gramado da Esplanada dos Ministérios.
Com um calhamaço em mãos, o presidente da Contag, Alberto Broch, disse que o documento era a resposta do governo que ainda “precisava ser analisada ponto a ponto” e aproveitou para anunciar o que era consenso.
“O principal item que nós queríamos era discutir o plano safra da agricultura familiar para custeio e investimento. Nós achamos que o valor é significativo e ainda temos a promessa que, se eventualmente faltar recursos, o governo suplementaria”, disse.
Na pauta de reivindicaío, o Grito da Terra propôs ao governo R$ 22 bilhões para a safra deste ano, superior em R$ 9 bilhões do que foi investido em 2008/2009. Quanto í  assistência técnica, o movimento queria o descontingenciamento de todos os programas para agricultura familiar e a suplementaío de R$ 200 milhões.
O presidente da Contag ainda destacou que o outro ponto positivo, que consta entre os 203 itens da pauta de reivindicaío, é o seguro para investimento na agricultura familiar que deve atingir um milhão de contratos este ano. Haverá um bônus para as perdas semelhante í s operações de custeio.

“Queremos dizer que o Grito Terra Brasil foi um movimento grande. Tivemos conquistas importantes e alguns pontos vão continuar sendo debatidos. Nem tudo foi resolvido. O índice de produtividade ainda nada. Nós ainda continuamos debatendo para fazer a correío dos índices. O governo ainda não anunciou e nós vamos continuar pressionando”, disse.

Ministros destacam conquistas

O ministro Guilherme Cassel disse que os R$ 15 bilhões são suficientes para “fluir tranquilo na próxima safra”. Ele também destacou o seguro para investimento como ponto fundamental do encontro. Segundo ele, o agricultor que toma empréstimo para investimento e perde sua safra fica impedido de pagar suas prestações.
“Penso ser da maior importância, foi uma exceío que o governo abriu, o descontingenciamento dos recursos da assistência técnica quer seja para reforma agrária, quer seja para a agricultura familiar”, disse o ministro, referindo-se aos R$ 140 milhões prometidos pelo governo.
“Acho que o fato do critério de crime ambiental ser um elemento para desapropriaío é positivo porque combate a impunidade, mostra que aquele que cometeu um crime ambiental, desmatou mata nativa e matou espécie em extinío (…), pode perder a terra é mais um incentivo para cumprir a lei”, disse o ministro Carlos Minc. “Fizemos um grande pacto da ecologia com a agricultura familiar”, prosseguiu. (Fonte: Vermelho) Qui, 28 de Maio de 2009 07:38