FST apoia greve nacional dos entregadores de aplicativos

 

Neste 1º de julho, o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) apoia a paralisação nacional dos entregadores de aplicativos. Sem direito à quarentena e sujeitos à informalidade, o FST considera justa a exigência dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e a suspensão de bloqueios arbitrários realizados frequentemente pelas empresas como Rappi, iFood, Loggi e UberEats. A pandemia da Covid-19 evidenciou ainda mais a situação degradante vivida por eles.

“Os trabalhadores de aplicativos vivem uma escravidão contemporânea, com a falsa ilusão de liberdade. É triste presenciar as condições precárias e a ultraexploração na venda da força de trabalho. O capitalismo da plataforma diminui as políticas públicas. Por isso, precisamos apoiá-los na luta por melhores condições ”, enfatizou o coordenador-nacional do FST e presidente da CNTEEC, professor Oswaldo Augusto de Barros.

Em entrevista ao portal Brasil de Fato, o entregador que se identifica como Mineiro e é um dos organizadores da greve, disse para além da interrupção imediata dos bloqueios e desligamentos sem justificativas, também estão na lista de reivindicações uma taxa mínima de R$2 por quilômetro percorrido.

“As outras reivindicações são um auxílio-lanche porque nem todos os dias temos o que comer. Um auxílio oficina e borracharia, que desconte do nosso próprio cartão em que recebemos. Nem todo dia temos dinheiro pra sair de casa. Tem vez que deixamos de comer para abastecer”, declara o entregador da zona Sul de São Paulo, que há 3 anos atua com aplicativos, completou Mineiro.

Medidas protetivas contra roubos e acidentes, assim como o pagamento adequado por quilometragem percorrida são outras demandas apresentadas.

O FST pede a população que apoie a paralisação, e siga as seguintes dicas em solidariedade aos entregadores: Use #ApoieoBrequedosApps nas redes sociais; Não peça comida pelos aplicativos; Avalie os apps negativamente; Ajude na divulgação.

BASTA DE PRECARIZAÇÃO! Apoie quem coloca a vida em risco por você.

Com informações do Brasil de Fato