A reforma trabalhista do presidente interino Michel Temer, que ameaça direitos do trabalhador, pode ser decisiva para os candidatos da frente sindical que concorrem í s eleições municipais deste ano. Para Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), cabe í s centrais de trabalhadores e sindicatos traduzir os riscos da reforma í populaío trabalhadora, incluindo a prevista para a Previdência Social.
Por Railídia Carvalho
Toninho afirmou ainda que a “voracidade do governo Temer que está a serviço do mercado†facilita a denúncia do movimento sindical.
Entre os ataques ao trabalhador, Toninho citou o prejuízo í queles que já contribuem com a previdência e que podem ter que se adaptar í s mesmas regras de quem ingressou hoje no mercado de trabalho.
“Isso é um absurdo. A menos que a pessoa seja muito alienada ela não vai aceitar isso em hipótese nenhuma. Nenhum trabalhador vai permitir que forças, sejam elas quais forem, aprovem matérias que retirem direitosâ€, completou Toninho.
Negociar direitos assegurados
No campo dos direitos assegurados pela Consolidaío das Leis do Trabalho (CLT), Temer prega que a negociaío coletiva prevaleça e direitos como 13º, Férias, Salário-Mínimo, que estão na lei, voltem para a mesa de negociaío.
“Quando se retira um direito do trabalhador é para dar lucro para o patrão. A diferença é que pra você é de natureza alimentar e para o patrão não. í‰ para lucro. Ele não precisa daquilo pra sobreviver. Então você vai tirar de quem precisa e fazer uma transferência de renda í s avessasâ€, avaliou Toninho.
Para ele o êxito da campanha do movimento sindical vai exigir menos slogan e um discurso mais didático. “O que está acontecendo é que essa reforma quer tirar direitos como férias, 13º , FGTS, tudo está sujeito a ser retirado. Para explicar isso a abordagem precisa ser didáticaâ€, explicou.
Criminalizaío da política
Na opinião de Toninho, os dirigentes sindicais em campanha também vão enfrentar um eleitor desconfiado com a política. Segundo ele, a grande imprensa ganhou o debate em criminalizar a política e os gestores públicos.
“Isso vai exigir paciência, um esforço adicional trazendo uma abordagem muito didática para convencer o pessoal a participar do processo das eleições e mostrar que as forças de esquerda são determinantes para avançar em momentos de bonança e evitar retrocesso em momento de dificuldadeâ€, analisou.
Toninho apontou entre os equívocos a falta de prioridade nos últimos anos para que fossem eleitos representantes do movimento sindical. “Além disso, falhamos também na formaío política enquanto a direita estava se preparando para nos acusar do que nos acusamâ€, observou.
Fonte: Portal Vermelho