O governo federal e a Justiça Eleitoral vão integrar seus bancos de dados. E já deram o primeiro passo. O presidente da República, Michel Temer, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, assinaram nessa terça-feira (11) um acordo de cooperaío técnica.
A cerimônia foi a portas fechadas, com uma rápida entrevista coletiva em seguida. O objetivo é que a parceria seja o começo de um grande sistema público de compartilhamento de dados, como explicou o presidente do TSE, Gilmar Mendes.
O governo espera que o cruzamento de informações revele fraudes em programas sociais e no sistema de benefícios, como os pagamentos de auxílio-doença e de seguro por acidente de trabalho. Somente no INSS, a expectativa é que a correío dos pagamentos irregulares represente economia entre R$ 7 bilhões e R$ 11 bilhões.
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que a troca de informações entre os órgãos públicos permite a criaío de um documento único. Para Padilha, a tecnologia aumenta a eficiência dos serviços do governo.
O TSE já compartilha sua base de dados com outros órgãos, como o Ministério do Desenvolvimento Social, o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal. O banco de dados da Justiça Eleitoral é muito valioso, porque é atualizado a cada dois anos.
Em 2013, esse tipo de troca de informações gerou mal-estar, porque o TSE firmou um acordo com a Serasa, que é uma empresa privada. Quando o acordo foi divulgado, o próprio TSE recuou e cancelou o compartilhamento.
Fonte: Portal EBC