A construtora iniciou as obras em agosto de 2014. No entanto, só recebeu a primeira parcela do pagamento, da Prefeitura do Rio em Janeiro, deste ano, de cerca de R$ 60 milhões. O orçamento total do complexo é de R$ 650 milhões – os outros R$ 80 milhões restantes já deveriam ter sido repassados í empresa desde o começo do ano.
Um dos pontos de maior preocupaío do Comitê Olimpíco Internacional era o atraso da obra do complexo, que já teve início tardio por causa do processo de licitaío. A arena deveria ser entregue pela construtora Queiroz Galvão em parceria com a OAS, em dezembro deste ano, para ter tempo de testar o ambiente e os equipamentos.
Parque Olímpico de Deodoro
Segundo maior complexo esportivo dos Jogos Rio 2016, o Parque receberá 11 competições Olímpicas e quatro Paralímpicas. O complexo será dividido em duas áreas delimitadas pela linha férrea: Região Norte, com investimento de R$ 647,1 milhões; e Região Sul, com o orçamento de R$ 157,1 milhões – segundo informações oficiais do Comitê Organizador Rio 2016.
O complexo é composto por diversas arenas, como o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom, o Centro Olímpico de BMX, o Parque Olímpico de Mountain Bike, o Centro Olímpico de Hóquei sobre Grama, a Arena de Deodoro – palco da esgrima do pentatlo moderno, de algumas partidas de basquetebol e da esgrima em cadeira de rodas –, a Arena de Rugby e Pentatlo Moderno.
Construtora envolvida no escândalo da Petrobras
Como uma das empreiteiras envolvidas na Operaío Lava Jato, a Queiroz Galvão é acusada de participar de um suposto esquema de pagamento de propina para funcionários da Petrobras. E, em troca, seriam priorizadas em licitações e contratos na estatal.