Confederações cobram da BRF garantia de empregos no abate de aves

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) e a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac-CUT) se reuniram sexta (6) com representantes da BRF. O encontro ocorreu em São Paulo, na sede da Federação da categoria.

Os sindicalistas cobraram explicações sobre as férias coletivas que vêm sendo concedidas pela empresa no setor de abate de aves.

Com a suspensão temporária da produção e certificação sanitária dos seus produtos, a BRF anunciou férias coletivas nas unidades de Mineiros e Rio Verde, ambas em Goiás, Capinzal (SC) e Carambeí (PR). Ao todo, cerca de 7 mil trabalhadores são afetados nas quatro plantas.

Agência Sindical conversou com o vice-presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo Junior. Ele destacou a importância da união das duas Confederações, a fim de enfrentar as dificuldades impostas às exportações dos produtos de aves para a Europa e garantir os empregos no setor. “Numa hora delicada como essa, temos que nos unir em torno da preservação dos empregos e defender os funcionários da BRF”, diz.


Encontro em São Paulo reuniu dirigentes sindicais e diretores da BRF

“Nós cobramos da empresa um posicionamento sobre a situação desses funcionários. Queremos uma garantia de que os postos de trabalho serão preservados e que, se houver alguma demissão, ela seja negociada com os Sindicatos da categoria. Até quarta (11), a BRF ficou de apresentar uma resposta aos questionamentos”, explica Artur Junior.

Soluções – O dirigente falou sobre o problema gerado pela interrupção das exportações. “É preciso buscar alternativas. Se não consegue exportar, a empresa pode se voltar para o mercado interno. Existem também outros mercados internacionais, que podem ser explorados. A China é uma boa opção. O que não pode é o trabalhador pagar pelos erros de gestão da empresa”, afirma Artur.

“É necessário que haja transparência nesse momento. Os funcionários que estão saindo em férias coletivas demonstram muita preocupação. O governo também precisa assumir sua parte na solução do problema. Vamos aguardar o posicionamento da BRF, para tomarmos providências. As duas Confederações estão unidas em defesa do trabalhador”, afirma.

Fonte: Agência Sindical