Com demissão de 6 mil trabalhadores, nível de emprego cai em julho, indica Fiesp

Na divisão geográfica, das 36 regiões consideradas na pesquisa, 25 tiveram variaío negativa no nível de emprego em julho, com destaque para Santos

No acumulado de janeiro a julho, as demissões somam 63 mil, segundo levantamento feito pela Fiesp
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No acumulado de janeiro a julho, as demissões somam 63 mil, segundo levantamento feito pela Fiesp

A indústria paulista demitiu 6 mil trabalhadores em julho na comparaío com junho, uma queda de 0,26% na série sem ajuste sazonal, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (16), pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federaío e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Com ajuste sazonal, a queda foi de 0,15%. No acumulado de janeiro a julho, as demissões somam 63 mil.

Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, é possível afirmar que o ritmo da queda do nível de emprego está menor e a tendência é de estabilidade. “Teremos ainda algumas quedas, mas em menor dimensão do que há seis ou oito meses, mas podemos dizer que está se estabilizando”. Mesmo assim, ele mantém a previsão de que 2016 deve terminar com 165 mil vagas a menos, após o fechamento de 235,5 mil postos em 2015. “Tivemos um início de ano muito ruim, e como há uma perda grande sempre acontece em dezembro, isso é inexorável”.

Dos 22 setores que integram a pesquisa, 15 (68%) registraram queda do nível de emprego, com destaque para Produtos de Metal, exceto máquinas e equipamentos (-1.077 postos); Informática, produtos eletrônicos e ópticos (-883 postos) e Confecío de artigos do vestuário e acessórios (-750). Um setor ficou estável e seis obtiveram variaío positiva. Os maiores ganhos foram em Produtos diversos (+813 vagas), Produtos de borracha e de material plástico (+695) e Couro e calçados (+280).

Na divisão geográfica, das 36 regiões consideradas no levantamento, 25 tiveram variaío negativa no nível de emprego em julho, com destaque para Santos (-2,40%). Nove registraram aumento de vagas (em Marília a alta foi de 1,41%) e duas ficaram estáveis (Jundiaí e Rio Claro).

Fonte: Brasil Econômico Portal IGÂ