São Paulo – Dirigentes de nove centrais sindicais reuniram-se nesta segunda-feira (17), na sede da UGT, em São Paulo, para avaliaío da conjuntura e organizar um dia nacional de mobilizaío, provavelmente em novembro. A data deverá ser definida ainda esta semana, em novo encontro, desta vez na CUT. O movimento, que não é chamado de greve geral, tem três itens básicos: as reformas trabalhista e da Previdência e o desemprego. Com visões diferentes, os sindicalistas manifestam preocupaío com as mudanças pretendidas pelo governo de Michel Temer (PMDB).
Participaram do encontro representantes das seis centrais formalmente reconhecidas (CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT), além de CGTB, CSP-Conlutas e Intersindical. A CUT já vem discutindo a organizaío de um dia nacional de greve para 11 de novembro, contra a ameaça de retirada de direitos, destacando a Proposta de Emenda í Constituiío (PEC) 241 (congelamento de gastos), o Projeto de Lei (PL) 257 (serviços públicos) e a Medida Provisória (MP) 746 (reforma do ensino médio), além das iniciativas de ampliar a terceirizaío e aprovar a prevalência do negociado sobre a legislaío.
Na abertura da reunião, o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, analisou as dificuldades enfrentadas pela economia brasileira, “especialmente a recuperaío orientada por um novo tipo de política econômica e de modelo de desenvolvimento”. Segundo ele, não se trata de uma questão de curto prazo e nem exclusivamente interna, mas de inserío do país a uma nova lógica externa. “Há um processo de reduío do tamanho do Estado, da reduío do custo do trabalho, da transferência de patrimônio nacional. E o Brasil se integra a essa lógica”, diz Clemente.
Ele também não vê perspectiva de recuperaío, contrariamente ao que diz o atual governo. “Não conseguimos encontrar no curto prazo sinalizações que permitam visualizar a retomada do desenvolvimento.”
Juros
Representantes de seis centrais fazem hoje (18), a partir das 10h, novo ato pela reduío da taxa básica de juros. A manifestaío coincide com a abertura da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em Brasília. O protesto será realizado diante da sede do BC na Avenida Paulista, em São Paulo.
A Selic está em 14,25% do ano desde julho de 2015. Foi mantida nesse percentual nas nove últimas reuniões do Copom. Cresceram as apostas por um início de reduío da taxa.
Fonte: Rede Brasil Atual