Aumento do desemprego é discutido em reunião no DIEESE  

Nesta sexta-feira (21/8), representantes das Centrais Sindicais (Nova Central, Força Sindical, CUT, CSB e UGT) se reuniram na sede do DIEESE em São Paulo e discutiram a preparaío do café da manhã com os deputados que acontecerá em Brasília dia 26/8 (quarta-feira) para tratar sobre o Plano de Proteío ao Emprego (PPE); a instalaío do Fórum Centrais Sindicais e Governo Federal agendado para o dia 2 de setembro e o aumento do desemprego.

Na opinião dos sindicalistas o Fórum deve ser instituído como espaço para debater propostas e propor medidas de proteío aos trabalhadores (as) como: crescimento do emprego, que eventual agenda de emergência, que possa impactar na vida da populaío seja debatida antes de ser divulgada na imprensa e aperfeiçoar a relaío capital e trabalho no Brasil.

Outro assunto debatido foi a taxa de desemprego que saltou para 7,5% em julho, maior nível em mais de 5 anos, em consequência do aumento de quase 10% da populaío desocupada, “números que reforçam o quadro de recessão no país em meio ao cenário de inflaío alta e instabilidade política”, disse o representante da Nova Central, Nailton Francisco de Souza (Nailton Porreta), diretor Nacional de Comunicaío.

Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a populaío desocupada cresceu 9,4% em julho, na variaío mensal, e 56% sobre um ano antes, somando 1,844 milhão de pessoas que estão í  procura de uma posiío nas seis regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

O resultado do mês passado é o maior desde maio de 2010, quando também ficou em 7,5%, e veio bem pior do que a mais elevada projeío em pesquisa Reuters, cuja mediana apontava para 7,05%o. Em junho, a taxa havia sido de 6,9%.

Carteira assinada

Empregos com carteira assinada e o rendimento real habitual do trabalhador brasileiro registraram queda em julho deste ano, conforme pesquisa divulgada pelo IBGE. Os empregos com carteira assinada somaram, em julho, 11,3 milhões nas seis regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). De acordo com o IBGE, o número caiu 3,1% em relaío a julho de 2014. Isso significa que há – no mercado de trabalho – menos 359 mil pessoas com carteira assinada.

Na comparaío com junho deste ano, também houve uma queda, de 1,5%, no número de pessoas com carteira assinada. Os empregos sem carteira assinada somaram 1,98 milhão: houve estabilidade – no que se refere aos trabalhadores sem carteira – tanto na comparaío com junho deste ano, quanto na comparaío com julho de 2014.

A populaío ocupada total nas seis regiões metropolitanas ficou estatisticamente estável em ambas as comparações temporais, em 22,8 milhões de pessoas.

Entre os grupamentos de atividades, os postos de trabalho mantiveram-se estáveis em todos eles, na comparaío com junho deste ano. Na comparaío com julho do ano passado, houve quedas na oferta de postos de trabalho na indústria (-4%) e na construío (-5,2%). Os itens educaío, saúde e administraío pública registraram aumento de 4,2% na populaío ocupada.

Fonte: NCST