Em São Paulo, as ações começaram na madrugada. Nas garagens de transportes coletivos, a saída dos ônibus foi atrasada até às 5 horas. Metalúrgicos realizaram mobilizações nas fábricas da Capital, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco e outras cidades. Mais de 70 atos reuniram 30 mil trabalhadores.

Metalúrgicos da Ford iniciam caminhada até o Largo Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse à Agência Sindical que as manifestações foram positivas. “Os trabalhadores estão fazendo as manifestações, para que a população entenda a necessidade de debater a reforma da Previdência. Para mostrar que essa proposta que está aí tira direitos”, destaca.

Presidente Miguel Torres e dirigentes dos Metalúrgicos de SP durante ato na Fame, no Brás
Para Adilson Araújo, presidente da CTB, também é importante alertar a população sobre propaganda enganosa do governo. “Precisamos denunciar o que está por trás da reforma da liderada pelo Paulo Guedes. A grande imprensa tenta dar veracidade às informações, já que o governo opta por mentir desavergonhadamente para o povo”, ressalta.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, José Pereira dos Santos, afirmou que boa parte dos trabalhadores ainda “não percebeu o tamanho das perdas que virão com a reforma”. “Quando a gente explica que aumenta a idade, aumenta o tempo de contribuição, cai a renda do aposentado e até a viúva sai perdendo, o pessoal se toca”, diz.

Presidente Pereira e diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos durante ato na Mahle
Na Capital, o dia será finalizado às 17 horas com um grande ato no vão livre do Masp. No interior do Estado estão previstas manifestações em mais dez cidades.