Como entender algo incompreensível e inexplicável, até mesmo para os “GURUS”?
Como pode, um governo que se elegeu sob a égide da valorização da família, dos princípios religiosos e pátrios, colocar para apreciação do Congresso Nacional uma Reforma da Previdência de proporções tão drásticas para quem contribuiu, com sacrifícios, uma vida inteira, e que quando mais necessita, na velhice, receberá pouco ou nada.
O Trabalhador não utilizou de esperteza quando se afastou ou se aposentou por enfermidade, apenas sua saúde precarizada o impede de trabalhar.
A família acaba suprindo a obrigação que é do Estado Arrecadador. Onde foi parar o dinheiro quando só se arrecadava? Onde foi parar o dinheiro daqueles que já aposentaram há anos e continuam contribuindo?
o criar a Capitalização, forma de substituir os benefícios da Aposentadoria, e que caso aprovada será entregue a Rede Bancária sua administração, fato que por si só precisa ser analisado em profundidade, surge uma pequena pergunta. De onde virão os recursos para suportar os benefícios atuais?
O Estado deveria se envergonhar de afirmar que está falido. Dele nada podemos esperar.
E da tal Capitalização? Em breve faltarão recursos para os que dela vierem a precisar. É de se perguntar, e a família, como fica? A solução que o Governo propõe é utilizar da rede Bancária para criar um sistema de Capitalização em substituição ao sistema existente, diminuindo assim a arrecadação para os que da antiga Previdência sobrevivem. Está claro que isso não vai funcionar.
A Rede Bancária nunca perderá. Será um dinheiro de custo baixo e de aplicações infinitas, com bom rendimento para seus cofres. E a que garantia? Sim, em passado recente assistimos tristemente o que aconteceu com empresas que se comprometiam com uma vida melhor na velhice.
Sabe Presidente, é tarefa fácil reformar a aposentadoria da família dos outros quando a da nossa está garantida.
É triste ver pessoas se aposentarem com mais de uma aposentadoria e querer alterar a de quem vive de valores infinitamente menores.
Seja o primeiro a se posicionar que todos devam, indistintamente, viver com o que os mais humildes vivem. Tenho certeza que sua Reforma seria aprovada por unanimidade, da população. Caso contrário, o proposto é indefensável.
DEUS é por todos, quando os Governantes não resolvem a Justiça Social de sua conveniência.
Oswaldo Augusto de Barros – CNTEEC – FEPAAE – FST
Foto: Sindicatos dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.