Após confusão na Câmara, votaío sobre terceirizações é adiada

Após confronto entre manifestantes e a Polícia Legislativa em Brasília, a votaío do projeto de lei que amplia a terceirizaío em empresas e órgãos públicos ficou para esta quarta-feira (8).

Atos contra a lei da terceirizaío foram organizadas por entidades sindicais em diversas capitais do país. Em Brasília, um balanço preliminar divulgado pela Câmara informou nesta terça-feira (7) que o protesto teve oito feridos –três manifestantes, dois deputados, dois policiais e um visitante feridos.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusou os manifestantes de serem os responsáveis pelo confronto e disse ter fotos e vídeos de congressistas incitando a multidão contra a polícia.

“Parlamentares que incitaram a multidão a invadir ou agredir foram devidamente fotografados, filmados, e serão remetidos í  Corregedoria. E haverá sanções. (…) Que vai ter sanío de suspensão, vai”, afirmou Cunha.

Para Wagner Freitas, presidente nacional da CUT (Central íšnica dos Trabalhadores), a proposta não visa regulamentar a situaío dos 12 milhões de trabalhadores terceirizados, mas terceirizar outros 40 milhões de trabalhadores.

Na noite desta terça-feira (7), o plenário da Câmara aprovou, por 316 votos a 166, a tramitaío do projeto em regime de urgência, o que significa que ele pode ser analisado imediatamente pelo plenário.

A promessa do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é colocá-lo em votaío nesta quarta-feira (8), apesar da oposiío do PT e do governo.

MUDANí‡AS

Uma das principais bandeiras do empresariado, a proposta libera a terceirizaío da chamada atividade-fim –a produío de carros em uma montadora de veículos, por exemplo–, possibilidade hoje vedada por jurisprudência do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Hoje, a terceirizaío é permitida apenas para atividades-meio. Por exemplo, faxina, segurança e serviço de refeitório de uma fabricante de cosméticos.

SíƒO PAULO

Em São Paulo, o protesto para a manhã desta terça reuniu bem menosmanifestantes do que o previsto pela organizaío, e acabou virando um ato em defesa da saúde.

Os organizadores previam que 10 mil pessoas fossem í  manifestaío na capital paulista, que começou em frente ao Hospital das Clínicas e terminou na praça da República, região central da cidade. No fim do ato, no entanto, a CUT dizia que eram mil pessoas participando, enquanto a Polícia Militar estimava 400 manifestantes.

Fonte: Folha de São Paulo