Lourenço Prado, presidente da Contec e coordenador do FST, avalia greve dos bancários

 

Lourenço Ferreira do Prado, presidente da Contec – Confederaío Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, entidade filiada í  União Geral dos Trabalhadores (UGT), avalia que a greve dos bancários, em seu terceiro dia, cresce em todo o País motivada pela intransigência do setor bancário. Lourenço dia que a proposta oferecida aos trabalhadores foi indecente, uma vez que o país está com uma inflaío de 9,88% e a Fenaban ofereceu apenas 5.5% de reajuste mais um abono de R$ 2.500.

 

A greve, que começou no dia 6 de outubro, já conta com a adesão de 100% dos trabalhadores e atinge principalmente o núcleo de processamento dos bancos e, em funío da resistência patronal, não tem prazo para acabar.

 

Segundo Lourenço, a pauta de reivindicações foi entregue í  Fenaban em agosto e pedia reposiío da inflaío (9.88%), ganho real e PLR compatível com os grandes lucros das empresas.

 

Apenas no dia 25 de Setembro os bancos deram sua contraproposta: 5.5% de reajuste, nada de ganho real e um abono de R$ 2.500. Oferta considerada indecente e rejeitada pelos trabalhadores, que decidiram pela greve por tempo indeterminado.

 

O presidente da Contec espera que até a próxima semana a Fenaban chame para nova rodada de negociaío, que será submetida í s assembleias estaduais dos trabalhadores do setor.

 

“Um setor com tantos lucros, no país com a maior taxa de juros do mundo, uma proposta como foi oferecida constrange o trabalhador bancário”, finalizou Lourenço, que diz lamentar que a intransigência patronal acabe penalizando a populaío como um todo.

Fonte: CONTEC