Ministro da Fazenda participa de debate sobre ajuste fiscal hoje

A Comissão de Finanças e Tributaío vai ouvir, nesta quarta-feira (29), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre o ajuste fiscal que vem sendo implementado pelo governo, desde o final do ano passado, com uma série de normas, como as medidas provisórias (MPs 664/14 e665/14) que mudam diversas regras para obtenío de benefícios previdenciários e trabalhistas, entre eles o seguro-desemprego, o seguro defeso para pescadores e a pensão por morte.

O governo estima que as MPs reduzirão em R$ 18 bilhões as despesas sociais obrigatórias deste ano.

As medidas, no entanto, enfrentam resistência tanto de parlamentares da base aliada quanto da oposiío, que exigem mudanças nos textos para que sejam aprovados no Congresso.

Entenda o que muda nos benefícios.

O assunto tem sido exaustivamente discutido no Congresso Nacional nas comissões mistas que analisam essas propostas. Em uma dessas audiências, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que as MPs devem ser vistas como mudanças estruturais nos programas sociais, como forma de adequá-los í  nova realidade econômica e social do País. Segundo Barbosa, quando as regras que são alteradas pelas MPs foram criadas, o Brasil vivia uma realidade distinta.

Sindicalistas, no entanto, reivindicam a revogaío das medidas consideradas prejudiciais aos trabalhadores.

Impostos
Outra medida provisória que faz parte do ajuste fiscal é a MP 668/15, cujo texto aumenta alíquotas do PIS e da Cofins sobre importaío.

Os empresários reclamam, mas, segundo o coordenador de tributos sobre a produío e o comércio exterior da Receita Federal, João Hamilton Rech, a MP não aumentou nenhum imposto, apenas corrigiu as alíquotas do PIS e da Cofins para equilibrar a retirada do ICMS (um imposto estadual) da base de cálculo dos tributos incidentes sobre a importaío.

A audiência com Levy será realizada em conjunto com as comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Trabalho, de Administraío e Serviço Público, no plenário 4, a partir das 10 horas.

 

Fonte: Agência Câmara