Encontro dos trabalhadores com Marina Silva

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Aconteceu, ontem (24/09), na Casa de Portugal, em São Paulo, o encontro dos representantes dos trabalhadores com a candidata í  presidência da República MARINA SILVA. Participaram da mesa dirigentes dos trabalhadores,  presidentes e diretores de várias Confederações filiadas ao FST e, também, dirigentes da UGT, Nova Central, da CGTB e de dezenas de sindicatos de diversas categorias profissionais da cidade,  do campo  e  dos setores  privado e público.

Convidado a falar em primeiro lugar, o presidente da CONTEC e Coordenador do FST, Lourenço Prado, pediu prioridades nas reformas Política, Tributária e do Sistema Financeiro, que deverão ser iniciadas e concluídas pelo próximo Presidente da República. Na ocasião, também foi entregue í  candidata Marina Silva e seu Vice Beto Albuquerque, uma carta com reivindicações dos trabalhadores brasileiros.

O mencionado documento fora entregue anteriormente ao saudoso Dr. EDUARDO CAMPOS, no dia 13.12.2013, em Recife (PE). Ontem, o auditório estava completamente lotado e, ainda, com muita gente em pé. Todas as manifestações foram no mesmo sentido de garantia dos direitos dos trabalhadores. E a resposta da candidata foi muito positiva, com o compromisso claro de mudar o fator previdenciário para não prejudicar os aposentados e respeitar os direitos dos trabalhadores da ativa e até ampliar direitos.

Em entrevista ao “O Estado de São Paulo” de hoje (25/09) o Dr. Maurício Randes, um dos principais coordenador da campanha de Marina, afirma taxativamente que se eleita, o primeiro projeto que Marina enviará ao Congresso Nacional será o da Reforma tributária.

O documento entregue a Eduardo Campos, e, ontem, entregue novamente a Marina Silva,  contempla as seguintes reivindicações:

1.  Reestruturaío do Sistema de Segurança Pública, para efetivo combate í  corrupío e impunidade, com reforma das polícias do Estado e da União, com participaío das entidades classistas;

2. Desenvolvimento e crescimento econômico sustentável tendo centralidade no trabalho capaz de gerar emprego de qualidade com qualificaío e requalificaío dos trabalhadores;

 
3. Ampliaío do olhar protetivo do estado visando alcançar o trabalhador em todas suas dimensões, de forma a repercutir na sua formulaío de políticas públicas de transporte, educaío, saúde e segurança;

 
4. Não flexibilizaío dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, contra a terceirizaío da atividade fim da empresa, regulamentaío da Convenío 151 com ajustes salariais periódicos, a devida quitaío dos precatórios e ratificaío da Convenío 158 da OIT;

 
5. Equitativa atualizaío da tabela do Imposto de Renda pessoa física, realizada administrativa e com periodicidade anual, antecedendo as verdadeiras Reformas Tributárias, Política, Agrária e Previdenciária, Administrativa, do Sistema Financeiro, de que o Brasil há muito necessita;

 
6. Participaío dos representantes de Confederações no colégio dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais, previdenciários e sociais sejam objeto de discussão e deliberaío, em níveis federal, estadual e municipal;

 
7. Extinío do chamado “fator previdenciário”;

 
8. Reduío da jornada para 40 horas semanais, sem reduío salarial e recomposiío das perdas dos aposentados e pensionistas;

 
9. Fortalecimento da atuaío do Ministério do Trabalho e Emprego, de forma a atuar eficazmente como interlocutor das entidades sindicais nas demandas junto ao Governo e mediaío com categorias econômicas;

 
10. Aprovaío do PL 2295/2000 (30 horas para enfermagem) e PLP 32/2013 (10% das receitas correntes brutas da União para a Saúde);

 
11. Atualizaío, de dois em dois anos, do Quadro de Atividades e Profissões, previsto no Artigo 577 da CLT;

 
12. Erradicaío do Trabalho Infantil e da Exploraío Sexual de Crianças e Adolescentes;

 
13. Igualdade de oportunidade de gênero no mundo do trabalho.