O número de pessoas economicamente não ativas que não buscam emprego porque não têm interesse em trabalhar aumentou 1,2% em fevereiro em relaío a janeiro, segundo a Pesquisa Mensal de  Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira. Essa populaío alcançou 17,057 milhões de indivíduos no segundo mês do ano, o equivalente a 90,17% dos inativos existentes no período. Em janeiro, o número de pessoas que não procurava trabalho por falta de interesse em trabalhar era de 16,863 milhões de pessoas.
“O que essa populaío não economicamente ativa está mostrando é que são pessoas que não trabalham e não procuram, elas não estão pressionando o mercado de trabalho. O que a gente vem observando é o crescimento da fatia das pessoas que não estão exercendo pressão sobre o mercado de trabalho por uma opío”, disse Adriana Beringuy, técnica da Coordenaío de Trabalho e Rendimento do IBGE.
O aumento da populaío inativa tem contribuído para manter a taxa de desemprego em mínimas históricas. A populaío não economicamente ativa aumentou 3,8% em fevereiro em relaío ao mesmo mês do ano passado, o equivalente a 686 mil pessoas migrando para a inatividade no período. Ao mesmo tempo, a criaío de vagas ficou estatisticamente estável, com a abertura de apenas dois mil novos postos de trabalho.
Pressão
A menor pressão das pessoas em busca de trabalho explica a menor taxa de desemprego verificada no País para um mês de fevereiro, informou Adriana. A taxa de desemprego passou de 4,8% em janeiro para 5,1% em fevereiro. No entanto, em fevereiro de 2013 essa taxa ficou em 5,6%.
Em relaío a janeiro, houve aumento na pressão sobre o mercado de trabalho de pessoas em busca de emprego, ao mesmo tempo em que não houve geraío de novas vagas. “Essa pressão excessiva não foi atendida por geraío de postos. Ou seja, mais pressão sem geraío de postos fez com que a taxa aumentasse na comparaío mensal”, apontou Adriana. “Na comparaío anual, ainda que não houvesse geraío de postos, não houve pressão significativa de pessoas demandando trabalho. Então essa menor pressão sobre o mercado de trabalho contribuiu para que a taxa na comparaío anual fosse de reduío”, acrescentou.
Segundo a técnica do IBGE, o cenário do mercado de trabalho verificado em fevereiro ainda é semelhante ao registrado em janeiro, com aumento na taxa de desemprego no mês por um aumento na procura por emprego, mas, no ano, há reduío na taxa como consequência da menor procura por trabalho.
Fonte: Agência Estado