Novos rumos do sindicalismo em debate

Os dirigentes das Confederações que compõem o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) reuniram-se nesta quarta-feira (05), em Brasília, para debater os novos rumos do sindicalismo brasileiro, com foco na pauta emergencial ( reforma da Previdência, Medida Provisória 873 e Justiça do Trabalho).

Consenso entre os dirigentes, o ativismo digital foi reconhecido como principal ferramenta para alcançar a classe trabalhadora no novo sindicalismo. ” A CONTRATUH já vem investindo nesse trabalho com as redes sociais. Inclusive, o tema foi um dos pontos altos do workshop e do nosso projeto diário de trabalho. Nossa confederação está indo até o trabalhador de todas as formas e em todo país”, disse Wilson Pereira, presidente da CONTRATUH.

Segundo o coordenador nacional do FST e presidente da CNTEEC, Oswaldo Augusto de Barros, é preciso correr e mobilizar as bases com a ferramenta mais eficaz na atualidade. “Precisamos desmistificar a visão do sindicalismo no senso comum. O que mais me dói, é você ser devorado pelas mídias sociais. Nós falamos e não somos ouvimos. Já passou da hora de entrarmos no mundo pós-digital”, enfatizou.

A discussão entre os sindicalistas contou com a ponderação do membro do Instituto Carlos Matus de Ciências e Técnicas de Governo, Aristogiton Moura; e do representante da Fundação do Instituto de Administração, Ricardo Luiz Camargo.

Reforma da Previdência

Aproveitando o gancho, o presidente da CONACATE, Antonio Carlos, apresentou um projeto de enfrentamento à reforma da Previdência nas redes sociais. O grupo decidiu um calendário urgente de atividades até o dia 14/06 ( Dia da Greve Geral). O objetivo é demonstrar o lado negro da proposta e dos temas correlacionados.

Medida Provisória 873

Em uma análise crítica, os presentes concluíram que o movimento não soube valorizar suas conquistas ao longo tempo. Por isso, a necessidade de uma comunicação digital eficiente que mostre a real importância dos sindicatos e o porquê de custear isso. A MP 873 será combatida com demonstrações do que já foi e da “perspectiva” de futuro aniquilada com sua possível aprovação.

Justiça do Trabalho

“Precisamos nos organizar em um posicionamento unificado em defesa da Justiça do Trabalho, desse importante meio de defesa do trabalhador”, afirmou Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação e Afins ( CNTA).

Segundo os presidentes, o discurso de extinção da Justiça do Trabalho é desprovido de base científica e empírica. Uma ofensa aos trabalhadores baseada em dados que não condizem com a realidade ( fake news).