Discurso de luta será reforçado pelas Confederações
O Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST, realizou nesta quarta-feira (5/12), na sede Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC), em Brasília/DF, reunião ordinária para debater a elaboração do documento das Confederações que será entregue ao presidente eleito Jair Bolsonaro, em janeiro 2019. O objetivo dessa ação é elaborar uma agenda com o governo que propicie a retomada do crescimento econômico, da geração de empregos e valorização do trabalho.
O documento será composto pelas 19 Confederações, com uma apresentação inicial única e textos distintos com a apresentação das lutas, conquistas e reivindicações das categorias. Em cada conteúdo ainda irá constar fórmulas de atender o Pleno Emprego e a Valorização do Trabalho Sindical. “Nosso documento não será ideológico ou partidário. O queremos é estabelecer diálogo com o próximo governo, mostrando quem somos de fato. A extinção do Ministério do Trabalho já apresenta um forte revés político no trato e na mediação de eventuais conflitos nas relações de trabalho. Apresentar alternativas e soluções é o nosso papel ”, afirmou Oswaldo Augusto de Barros, Coordenador Nacional do FST e presidente da CNTEEC, ao direcionar a realização do trabalho.
Segundo os dirigentes sindicais, o desafio emergencial é demonstrar a legitimidade das Entidades Confederativas na proteção dos direitos dos trabalhadores. “É preciso nos fortalecer e direcionar as nossas forças. Ocupar mais espaços. O papel das Confederações será muito importante, e o FST pode ser protagonista nas discussões com o governo”, disse Carlos Albino, presidente do Simecat (Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão) e da Federação dos Metalúrgicos de Goiás.
Para José Calixto Ramos, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), o pragmatismo das Confederações faz a diferença no movimento, mas é necessário se aproximar das bases. “Alguns dirigentes sindicais promoveram um distanciamento do sindicato para a base. E se antes nós fazíamos o discurso de cima pra baixo, agora o trabalho precisa ser de baixo para cima. É necessário iniciarmos uma reengenharia sindical e sair da zona de conforto. O governo existente, hoje, atingiu dois objetivos de uma vez: desmantelar a estrutura sindical e encerrar contratos de trabalho com prazo indeterminado. É preciso reavivar o pragmatismo das confederações”.
Além da criação do documento, os presentes ainda discutiram a estrutura do FST para 2019 e assuntos gerais de interesse da classe trabalhadora.

