Formaío profissionalizante não garante vaga no mercado de trabalho

O interesse pela educaío profissionalizante profissional existe, mas nem sempre concluir uma formaío significa uma colocaío no mercado de trabalho. Essa é a principal conclusão do Suplemento Educaío e Qualificaío Profissional, divulgado nesta quinta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístitca (IBGE).

A publicaío mostra que em 2014 cerca de 25% da populaío brasileira com mais de 15 anos gostaria de fazer algum curso profissionalizante. Entre os jovens, o índice superou 45%.

Mas o interesse nem sempre leva ao inicio de algum curso, seja de qualificaío, técnico ou superior tecnológico. A analista do IBGE Marina íguas lista alguns entraves citados pelos entrevistados que desejam a formaío mas não conseguem começá-la.

Concluir a formaío nem sempre se traduz em conseguir um emprego na área. Entre as pessoas entrevistadas que já haviam concluído um curso técnico, por exemplo, mais de 40% nunca trabalhou na área.

Para um quarto dessas pessoas, o entrave foi a falta de vagas. Outro um quarto acabou conseguindo emprego em outra área.

Orlando Juliace, que tem 22 anos e é técnico em segurança do trabalho, esbarrou em um empecilho que separa muitos jovens do seu primeiro emprego.

Esse índice chega perto de 48% no caso das pessoas que fizeram algum curso de qualificaío profissional, mas diminui para 31% entre aquelas que concluíram curso superior de educaío tecnológica.

De acordo com os números do IBGE, a grande maioria das pessoas que iniciaram algum desses cursos foi até o final da formaío.

A taxa de desistência foi ligeiramente maior entre pessoas pretas e pardas, nas três modalidades, e também entre as mulheres, exceto no caso da faculdade.

Mara Dalila Ribeiro trabalha como auxiliar administrativa, uma funío muito distante da sua formaío em técnica de automaío industrial. Ela não tem nem tempo para lamentar.

Fonte: Agência Brasil