Muitas despesas podem ser deduzidas do imposto de renda. Entenda quais

O contribuinte já está pagando mais impostos do que em 2016, antes mesmo de o governo anunciar aumento na carga tributária. O volume de impostos pagos de janeiro até a manhã desta segunda-feira (20/3) ficou em R$ 500 bilhões, marca antecipada em nove dias em relaío ao ano passado, quando foi registrada em 29 de março pelo “impostômetro”. O sistema monitorado pela Associaío Comercial de São Paulo (ACSP) refere-se a tributos nas esferas federal, estadual e municipal.
O anúncio, que pode ser feito nesta quarta-feira (22) e foi sinalizado pela equipe econômica, pode ser uma das formas de o governo tentar fechar as contas que projetou para o ano. Enfim, tentar cumprir a meta fiscal.“A melhor forma de aumentar a arrecadaío é com o crescimento da atividade econômica”, afirmou Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia da ACSP. “A gente não aguenta mais. Até dormindo pagamos impostos”, diz ele, lembrando que “a geladeira nunca desliga e a carga tributária sobre a energia elétrica é de 40%”.
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sinalizou que a revisão que será feita nos parâmetros macroeconômicos da peça orçamentária 2017 podem implicar tanto em corte de gastos quanto em elevaío de impostos. Isso porque, na elaboraío do Orçamento, o governo previu aceleraío da atividade econômica medida pelo Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6% (acima da inflaío). O mercado financeiro prevê alta de 0,48%.
â€œí‰ uma sinalizaío muito ruim, porque está certo que o governo precisa de dinheiro, mas a economia, agora é que está começando a recuperar-se de uma recessão brutal”, destaca o economista. “A empresa e o cidadão estão paertados, em dificuldades financeiras. O governo está apertado, mas nós também”, continua ele.
Para o economista da ACSP, “não seria vantajoso para o próprio governo, pois um aumento de imposto prejudica a economia, quando a melhor seria aumentar a arrecadaío”. Por isso ele defende a busca de correío das contas públicas com o corte de gastos públicos. Analistas preveem que o governo vai anunciar um corte nas despesas da máquina federal em torno de R$ 20 bilhões. Mas pode, também, lançar mão de mais tributos.
Uma forma de implantaío imediata de aumento de imposto é o governo elevar alíquotas de contribuições, como a Cide combustível, Cofins e PIS. Para mexer em outros impostos, o Planalto depende de aprovaío do Congresso Nacional e da regra da anualidade, ou seja, a cobrança só pode ser efetivada um ano após a aprovaío de mudança na tributaío.
Fonte: Correio Braziliense