FSM Cone Sul repudia tentativa de afastar a Venezuela do Mercosul

Após ser impedida de participar da reunião com chanceleres do Uruguai e Paraguai e vice-chanceleres do Brasil e da Argentina, realizada em Montevidéu no dia 11 de julho, a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, criticou a posiío do Brasil e Paraguai que querem evitar que a presidência rotativa do Mercosul seja dada í  Venezuela conforme as regras estabelecidas pelo bloco.

Em entrevista para a emissora local Televén, no último domingo (17), a ministra venezuelana afirmou que este â€œí‰ o desrespeito imediato e absoluto das normas que regulam todos nossos órgãos”, declarou.

Em nota, a Federaío Sindical Mundial (FSM) Cone Sul repudia veementemente a atitude dos ministros. “Denunciamos publicamente o objetivo destas ações que atentam contra o processo de integraío regional de novo tipo, em curso há mais de uma década, violam os acordos expressos nos tratados constitutivos do Mercosul e ferem a soberania das nações”, diz o documento.

O Mercosul adiará até agosto a transferência da presidência Pro Tempore, atualmente nas mãos do Uruguai.

Leia abaixo a íntegra do comunicado da FSm Cone Sul:

A Coordenaío da Federaío Sindical Mundial para o Cone Sul, representando o conjunto dos trabalhadores e das trabalhadoras filiados, expressa o seu total repúdio í s ações dos Ministros das Relações Exteriores do Brasil e do Paraguai que, na última segunda-feira 11 de julho, durante a reunião de Ministros do Mercosul, impediram a presença dos seus homólogos da Venezuela e da Bolívia, bem como bloquearam o traspasso da Presidência Pro Tempore (PPT) do bloco í  Venezuela.

Denunciamos publicamente o objetivo destas ações que atentam contra o processo de integraío regional de novo tipo, em curso há mais de uma década, violam os acordos expressos nos tratados constitutivos do Mercosul e ferem a soberania das nações.

Por trás destas ações, lideradas por ministros que apoiaram golpes brandos nos seus países, se esconde a clara intenío de subordinar nossas economias aos interesses imperialistas e í s velhas receitas neoliberais: a ressuscitada Alca no formato de Aliança do Pacífico.

Rechaçamos publicamente as manobras do ministro golpista do Brasil que, conjuntamente com o chanceler paraguaio, legitima as expressões da direita em nossa região, viola o direito de exercer a presidência do bloco para o país que é membro do Mercosul desde 2012 e exerceu a presidência de julho de 2013 a julho de 2014.

A Federaío Sindical Mundial, presente nos 5 continentes e representando 96 milhões de trabalhadores de 126 países, demanda o respeito í s nações irmãs da Venezuela e da Bolívia e o imediato cumprimento da normativa de rotaío do PPT í  Venezuela e o ingresso do Estado Plurinacional da Bolívia ao bloco.

São Paulo, 21 de julho de 2016

Divanilton Pereira

Coordenaío da FSM para o Cone Sul

Fonte: Portal CTB21/07/2016